SUA CARREIRA - Profissionais da terra e para a terra
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terça-feira, 25 de maio de 2010
Paula Barbosa Ocanha<br>Reportagem Local 
Pesquisas na área de transgênicos, a busca pela melhoria do plantio sustentável e do combustível renovável e o aumento do consumo de alimentos orgânicos são algumas das causas da carreira de engenheiro agrônomo estar em alta no país. A Agronomia é uma área multidisciplinar que aborda biologia, ciências exatas, sociais e econômicas, e por isso tem grande área de atuação para o profissional formado.
Em Londrina, o curso mais antigo de Agronomia é o da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que este ano completa 32 anos. Segundo Débora Cristina Santiago, coordenadora do curso, essa graduação é voltada para área de pesquisa, extenção e empreendedorismo. ''Essas são as áreas que mais abrem vagas de emprego atualmente. Mas, de uma forma geral, o curso é bem completo e aborda todas as disciplinas''.
A coordenadora ainda explica que como é um campo que muda constantemente, principalmente na área de pesquisa e tecnologia, o curso foi renovado em 2007. ''Seguimos as recomendações do MEC e acrescentamos tudo o que era novo na área e ainda não era abordado na graduação. Por isso é um curso que, apesar da idade, está bem atual'', explica Débora Santiago.
A graduação da UEL é integral e tem duração de 5 anos, e a partir do segundo ano o aluno tem a opção de fazer estágio. ''O estágio é importante porque aborda com mais profundidade as disciplinas, e faz com que o estudante veja na prática o que estudou em sala de aula. Além disso, muitos alunos acabam sendo recrutados, ainda durante os estágios, para trabalhar em empresas e institutos. O resultado é que ele sai empregado assim que acaba a graduação'', enfatiza. O piso salarial para um engenheiro agrônomo é de 8,5 salários mínimos.
Vinádio Lucas Bega tem 25 anos e está cursando o quarto ano de Agronomia. Para o jovem, que faz estágio há um ano na área de horticultura, esse tipo de trabalho abre portas e é importante para o currículo no futuro. ''Eu gosto de plantio, e sei que a parte de pesquisa e de produção sucroalcooleira está em alta, mas vejo que a Agronomia tem bastante campo em qualquer área'', afirma. ''Isso, com certeza, anima e incentiva o aluno a fazer estágio'', opina.
O universitário faz parte de uma equipe de estudos que dá supervisão a uma horta orgânica de um grupo de pequenos produtores de Cambé. ''Nós assessoramos ao grupo. Eles comercializam os produtos orgânicos na própria universidade, às sextas-feiras, e uma pequena parte da produção serve para consumo da comunidade, que é carente'', diz Bega.
Segundo o jovem, que já fez outros estágios, é importante se envolver nos trabalhos da graduação. ''Fiz trabalhos em outras áreas, mas não gostei. No começo é difícil você se adaptar ao curso, porque é muito teórico no primeiro ano. Mas, depois que passa por essa fase e começa a mexer com a terra e com a parte prática da profissão você se identifica, aprende muito e sai do curso sabendo como vai ser seu trabalho no futuro'', comenta.


