Curitiba - A profissão de terapeuta ocupacional oferece várias áreas de atuação e diversas oportunidades no mercado de trabalho. Além da iniciativa privada também há grande demanda para vagas em concursos públicos. O profissional pode desenvolver a atividade nos segmentos de saúde mental, na área escolar, em saúde do trabalhador, hospitais, área social e saúde coletiva como nas unidades básicas de saúde e no Sistema Único de Saúde.
O terapeuta auxilia na organização da rotina da pessoa que, por algum motivo, não consegue fazer as atividades do dia a dia. Um exemplo seria um paciente que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O terapeuta ocupacional vai reabilitar essa pessoa para que tenha o máximo de autonomia possível no cotidiano. O papel do profissional neste caso é utilizar técnicas específicas para que o paciente reaprenda a se alimentar, a se vestir e fazer a própria higiene. Outros casos de saúde que podem contar com a atuação do terapeuta são lesão medular, síndromes, hipertensão e obesidade.
Na área de educação, esse profissional pode auxiliar na inclusão escolar em casos nos quais uma criança com necessidades especiais precisa frequentar o ensino regular. No segmento educional, o terapeuta tem um papel importante em casos nos quais a criança tem atraso no desenvolvimento motor e cognitivo. Nestas situações pode utilizar atividades educacionais e lúdicas para que a criança se desenvolva.
Outro segmento é a saúde do trabalhador. Nesta área o terapeuta pode auxiliar em questões como ergonomia, reabilitação de funcionários que sofreram acidentes de trabalho, possuem Lesão por Esforço Repetitivo (LER), entre outros casos. O terapeuta tem o papel de ajudar na reinserção do trabalhador no mercado na mesma função ou em em um novo trabalho.
Na área de saúde mental, a atuação pode ocorrer em hospitais psiquiátricos, e centros de convivência. Além disso, o terapeuta tem campo de atuação em hospitais em geral.
O mercado de trabalho é muito vasto. ''A maior parte dos alunos formados está trabalhando'', destacou a vice-coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Claudia Omairi. Esta área também tem muitas oportunidades em concursos públicos municipais, estaduais e federais e ainda em Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes).
Na UFPR o curso existe desde 2001 e tem duração de quatro anos e meio. A Universidade oferece vagas para turmas de manhã e à tarde e, no segundo semestre de 2011, serão abertas vagas à noite. Hoje, o salário inicial para 30 horas semanais é, em média, de R$ 1,6 mil. Segundo Claudia, o terapeuta precisa ter muita sensibilidade, observação e um bom relacionamento interpessoal.
A terapeuta ocupacional e professora da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Jordane Schruber, está há 25 anos na área e é mestre em Ergonomia. Hoje, ela atua em hospital de reabilitação física e neurológica. ''A nossa meta é dar a maior independência possível para o paciente dentro das atividades cotidianas'', disse. Isso acontece em casos de lesão medular, AVC, paralisia cerebral e algumas doenças congênitas. Na UTP, a mensalidade do curso é de cerca de R$ 1 mil por mês. No entanto, a universidade não vai abrir novas turmas, no momento.
''O campo de trabalho é imenso. Hoje temos falta de profissionais'', disse Jordane. Segundo ela, todos os formandos da UTP têm conseguido uma colocação no mercado. Jordane destacou que grande parte das vagas está nas Apaes, em clínicas e hospitais psiquiátricos. Ela lembrou que a carga horária da profissão é de 6 horas por dia. Além disso, conta com registro no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito).
Consuelo Presendo Bet, 22 anos, é aluna do último ano do curso de Terapia Ocupacional da UTP. Ela conta que fez estágio em todas as áreas e que a sua mãe atua como terapeuta. ''Minha mãe tem uma clínica e acho maravilhoso o trabalho dela'', disse. ''Quero me dedicar na área de pediatria e em problemas no desenvolvimento da criança'', conta. A meta dela é trabalhar em hospitais. ''A melhor parte da profissão é você ver o paciente melhorar, acompanhar a progressão dele tanto psicologicamente quanto fisicamente'', disse.

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