SUA CARREIRA - O maquiador tem o rosto como tela
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Muitos pincéis, lápis e cores. O conjunto lembra o material de um artista plástico. Mas, ao invés de pintar um quadro, o maquiador faz do rosto a sua tela. O mercado de trabalho para esta área é amplo e inclui o mundo da moda, salões de beleza, casamentos, televisão, cinema e teatro.
A profissão não é regulamentada pelo Ministério do Trabalho e, por isso, não há legislação que determine a formação mínima escolar. No entanto, os cursos profissionalizantes são essenciais para oferecer suporte teórico e prático. O ganho médio mensal para quem está começando na área é de R$ 1 mil. Profissionais experientes, com boa clientela, que atuam nas áreas empresarial, noivas, publicitária, e ainda sobra tempo para ministrar cursos, o salário pode chegar a R$ 12 mil/mês.
Para começar, o profissional precisa investir cerca de R$ 600 em um material básico como pincéis, base e pó de três tons, corretivos, sombras, batons, lápis, rímel e blush. Para quem vai iniciar em salões de bairro, o valor pago pelo trabalho fica em torno de R$ 35. Já para atender em casa e fazer uma maquiagem social o preço pode chegar a R$ 250.
Um dos serviços que mais remunera nesta área é atender noivas que inclui a prévia de maquiagem, o dia e o acompanhamento na festa. Este trabalho pode custar até R$ 1 mil.
A maquiadora Olga Pellanda, que atua na área há 20 anos, aconselha os interessados em fazer parte deste universo a primeiro participar de um curso. Depois, o caminho para iniciar a vida profissional pode estar nos salões de bairro ou como auxiliar em uma rede grande de salões. Outra dica é retirar o certificado do curso e fazer o alvará na prefeitura para poder trabalhar como autônomo.
Olga destaca que a pessoa precisa ter dom, visão estética e muita paciência. Segundo ela, o reconhecimento do mercado demora de quatro a cinco anos. ''A maquiadora precisa ter uma postura diferenciada. Não pode estar com unhas mal feitas ou descascadas, barriga de fora, cabelo mal cuidado e sem maquiagem. A profissional é vista pelos clientes como uma pessoa que está à frente de tudo, fashion e com uma visão diferente'', ensina.
''Se o profissional é reconhecido e trabalha bem, não fica um dia em casa'', diz. Segundo ela, a principal dificuldade da área é comprar produtos importados, que chegam muito caros no País. Uma vez por ano, ela vai a Nova York para uma feira internacional onde compra os utencílios e faz cursos de atualização.
A maquiadora Adriana Mazur trabalha há três anos na área e foi aluna da Olga Pellanda. ''Fico satisfeita em ver as pessoas com a autoestima elevada'', diz. O que ela mais gosta é de maquiar noivas. ''Lembro de todas as noivas que eu atendi'', conta.
Cristina Maciel atende exclusivamente noivas há seis anos. ''Gostava de maquiar desde a adolescência'', disse. Ela é formada em Economia e trabalhou durante sete anos em banco. Tinha 15 anos quando maquiou a primeira noiva, informalmente. Hoje, atinge uma renda mínima de R$ 4 mil por mês.
A instrutora de maquiagem profissional do Senac, Luiza Fiorenza, disse que a profissão saiu dos bastidores para ganhar destaque no rosto de noivas, modelos e atrizes. Sua dica é que a maquiadora também saiba fazer design de sobrancelhas.


