SUA CARREIRA - Da ferramentaria à fabricação de peça automotiva
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quinta-feira, 08 de julho de 2010
Aline Vilalva<br>Reportagem local 
Londrina tem se fortalecido como polo do setor Metal Mecânico nos últimos anos. O segmento apresenta crescimento, no entanto, falta mão de obra qualificada; os resultados se revelam nas inúmeras vagas abertas. Como a cidade não tem curso de graduação em Engenharia Mecânica, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) lançou, no ano passado, o Técnico em Mecânica Industrial, visando oferecer capacitação aos interessados em ingressar nesta área.
O município soma 900 empresas do segmento Metal Mecânico ligadas ao Sindicato das Indústrias Metal Mecânicas e de Material Elétrico de Londrina, o que representa de 12 mil a 15 mil empregos para a região. O mercado está expandindo e a tecnologia exigindo profissionais que sigam normas técnicas, atendam a pedidos de clientes e que entendam as descrição destas solicitações, enfim, profissionais que façam a diferença, segundo explica o gerente do Senai Londrina, Alexandre Lourenço Ferreira.
O setor abrange serralheria (para fabricação de porta, janela, grade de portão), indústrias que envolvem outros segmentos como fabricação de elevadores e escadas rolantes, obras pesadas e construção civil, que trabalhe com estruturas metálicas de prédios. O técnico em mecânica formado pelo Senai é qualificado para trabalhar desde a ferramentaria à fábrica de peça automotiva, cuja quantidade é bastante expressiva em Londrina, e com grande demanda.
O segmento Metal Mecânico não é diferente dos outros setores na economia, que se mantém num ritmo de crescimento. Ela começou a ascender fortemente nesta área a partir de 2008 e com a crise no início de 2009, sofreu queda durante seis meses e já no segundo semestre voltou a subir. A observação é do consultor e gestor do setor Metal Mecânico do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) Paraná, Ricardo Magno da Silva.
Ele considera o setor muito dinâmico, visto que tem a capacidade de agregar valor aos seus produtos quanto mais usa inovações e tecnologia.''Uma indústria de cadeiras de metal, por exemplo, se adquirir uma máquina diferente, já dobra a quantidade da produção, então, tem relação muito forte para agregar valores à questão tecnológica'', explica.
Hoje o setor se movimenta apresentando crescimento em nível de vendas e desenvolvimento tecnológico porque quanto mais o mercado demanda, mais ele percebe que precisa aumentar a sua produção e isso exige trabalhadores capacitados.
''As coisas não estão dissociadas, se ela aumentar as vendas e não aumentar os níveis de investimento e mão de obra, começa a ficar com a sua produção enrolada. Vende, mas se enrola e com o tempo os custos aumentam e acabam desorganizando a empresa'', ensina.
Ele afirma que o Sebrae e demais suportes do setor estão se esforçando para oferecer condições para que as empresas possam aproveitar essa boa fase da economia, pois a empresa tem de estar dinâmica e evoluindo de acordo com as exigências do mercado, inclusive porque sempre existem novas empresas entrando no ranking com novas tecnologias e máquinas mais modernas.
Oportunidade
A Indrel está oferecendo cinco vagas para pessoas desempregadas que tenham interesse em atuar no setor, desde que se enquadrem no seu padrão de seleção e estejam dispostas a cursar o Técnico em Mecânica Industrial do Senai. A empresa se propõe a pagar a metade das mensalidades.
O diretor, José Augusto Rapchan, explica que dentro deste segmento existe muita mão de obra desqualificada e depois de contratado, o profissional geralmente se acomoda e não se preocupa em capacitar-se. ''Se já buscamos desde o início um funcionário com melhores condições, o crescimento acontece mais rapidamente, pois ele já vem com embasamento técnico e só requer habilidade'', justifica. Ele acredita que o setor está vivendo um pico de demanda que precisa ser aproveitado em favor das empresas e dos profissionais.


