SUA CARREIRA - Curso para quem tem pressa
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
Paula Barbosa Ocanha<br> Reportagem Local 
Um curso de graduação pode levar muito tempo, no mínimo quatro ou cinco anos se o período escolhido for o noturno. Para quem já está inserido no mercado de trabalho, ou tem pressa, um curso técnico pode ser uma boa opção para subir de cargo, aumentar o salário ou mesmo começar um negócio.
O Instituto Federal Tecnológico (IFET) é uma das opções de instituição de ensino que oferece cursos técnicos. Aqui em Londrina o IFET é recente, foi inaugurado em meados do ano passado, oferecendo 200 vagas para cinco cursos. ''Hoje, temos por volta de 120 alunos, mas temos a intenção de divulgar melhor essas vagas'', diz Edilomar Leonart, diretora do campus de Londrina.
Ainda segundo a diretora, o campus foi construído para ter aulas de odontologia, já que ali funcionaria a Associação Odontológica do Norte do Paraná. ''Ganhamos um prédio que tem estrutura para cursos na área de saúde, por isso, inicialmente, tivemos preferência por essas áreas. Mas, faremos algumas reformas para que outras aulas possam ser oferecidas'', comenta.
Os cursos do IFET que exigem ensino fundamental completo são: informática, massoterapia e prótese dentária. Os que exigem ensino médio completo são: enfermagem e saúde bucal, todos com duração de dois anos, explica a diretora do campus de Londrina. ''É importante lembrar que esses cursos, na área da saúde, têm muita espaço para atuação. O técnico vai poder auxiliar o profissional e fazer alguns procedimentos básicos sob a orientação de um enfermeiro, ou de um dentista, no caso'', orienta Edilomar.
O fato é que o técnico tem uma inserção muito rápida no mercado de trabalho. ''O aluno não tem que investir tanto tempo quanto alguém que faz uma graduação e, dependendo da área, acaba tendo o mesmo resultado que um profissional graduado. Além disso, os estágios na área técnica pagam muito melhor que estágios de nível médio, e podem ser feitos no início do segundo ano'', ressalta .
Sobre o curso ''Técnico em Internet'', o carro-chefe do IFET, Diogo Roberto Olsen, coordenador, explica que esse é uma formação diferente de outros cursos de informática. ''O nosso é diferente porque foca na internet. É uma área que tem muito campo, e o aluno pode atuar em telecomunicação, empresas que criam sites e gerenciam servidores. Ou, ele mesmo pode criar um servidor próprio e hospedar sites na rede. É um profissional bem capacitado para mexer com a área, desde a criação de sites, até o gerenciamento de uma empresa do setor'' exemplifica. Um profissional de internet pode ganhar, no início, de R$ 1,5 mil a R$ 1,7 mil.
Diogo Olsen ainda explica que como a profissão de informática não é regulamentada, o diferencial é a qualidade e o conhecimento que cada profissional tem. ''Hoje ninguém mais quer por a imagem da sua empresa nas mãos de um amador. Não importa se o 'filho do vizinho' faz site, se ele não estudou pra isso ele vai perder mercado para quem está fazendo cursos profissionalizantes'', conclui.


