Curitiba - Antes da 2 Guerra Mundial, era uma profissão praticamente restrita aos homens. Depois, foi dominada pelas mulheres. Hoje, elas continuam maioria absoluta, mas as atribuições de uma secretária foi mudando com o passar do tempo. Mais do que simples recepcionistas, são assessoras dos executivos e agora precisam ter um perfil empreendedor e conhecimentos de gerenciamento.
A carreira de secretário executivo está em ascensão - é a terceira profissão que mais cresce no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). O mercado é bom, não faltam vagas, vide anúncios de empregos. No entanto, para as boas oportunidades as exigências também estão altas. E o curso superior na área tem sido uma delas.
Segundo a diretora do curso de Secretariado Executivo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Sara Regina Hokai, vários executivos revelam que depois de contratar uma profissional diplomada, nunca mais contratariam outra sem a formação universitária.
''O curso traz disciplinas do complexo empresarial, como gestão de eventos, também ética, filosofia, matemática, contabilidade, psicologia, além do português e das línguas estrangeiras: inglês e espanhol. É uma boa formação que também abre outras portas'', conta a professora.
Na PUC-PR, são três anos de aulas para o diploma de graduação. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) também oferece o curso de nível superior no turno noturno com duração de quatro anos. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), o aluno sai com o grau acadêmico de bacharel em secretariado executivo trilíngue. Já a Universidade Federal do Paraná (UFPR) passou a oferecer, este ano, o curso de Tecnologia em Secretariado Executivo.
De acordo com Sara, o profissional aprende na faculdade técnicas de redação de documentos, relatórios, gerenciamento de informações e psicologia organizacional, entre outros, para poder atuar em todos os níveis da empresa. ''Há chances de estágio desde o primeiro período, o que permite o aluno descobrir, logo no início, se é aquilo mesmo que ele quer''.
As características mais valorizadas em quem deseja ingressar na carreira são a pró-atividade, eficiência e a vontade de ajudar. Nas salas de aula das universidades, o perfil é bem diversificado, apesar da quase unanimidade do sexo feminino. Há aquelas que já trabalham na área e procuram se aperfeiçoar, quem já tem uma formação ou mesmo quem morou no exterior e quer aproveitar o conhecimento de línguas.
A habilidade cada vez mais procurada nesse profissional é a fluência em idiomas. Nesse aspecto, o curso superior colabora, mas o esforço maior é do aluno. ''Nós deixamos claro que se a pessoa não estudar mais por conta, não vai sair fluente. Só depende da dedicação de cada um''. Mas as noções básicas para que a secretária ''se vire'' são garantidas. ''Ela vai poder atender o telefone e escrever um pequeno texto'', diz Sara.

mockup