STJ confirma abertura de documentos
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sexta-feira, 05 de janeiro de 2001
Carmem Murara De Curitiba 
Os acionistas minoritários do extinto Banco Bamerindus ganharam mais uma batalha contra o Banco Central e o HSBC, banco que comprou a instituição financeira após intervenção federal. O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Paulo Costa Leite, indeferiu ontem o pedido do HSBC para não revelar a documentação relativa à compra do banco paranaense. A decisão já havia sido dada em dezembro pelo Tribunal Regional Federal de São Paulo, mas o banco recorreu na tentativa de conseguir a anulação.
Desde a intervenção federal, em março de 1997, o HSBC e o Banco Central se recusam a dar detalhes de como foi feita a operação. Nem mesmo os sócios e donos do Bamerindus tiveram acesso aos documentos. A recusa em abrir a caixa preta levou os acionistas a entrar na Justiça. Eles lutam pelo ressarcimento dos prejuízos que tiveram.
Ao todo foram 42,5 mil investidores minoritários que de um dia para o outro perderam todas as ações que possuíam no Bamerindus. Eles nunca foram indenizados pelo HSBC. Na época da intervenção, o grupo detinha 22,5% do controle acionário do banco, o que representava R$ 400 milhões. Com queda na Bolsa de Valores, em 1998, e com aumento de capital feito pelo HSBC, hoje as ações valeriam em torno de R$ 150 milhões, avalia o presidente da Associação dos Investidores Minoritários, Euclides Ribas.
Com a decisão do STJ, o HSBC e o liquidante do Bamerindus, Flávio Siqueira, terão de apresentar a prestação de contas das operações patrimoniais durante a intervenção. Como ainda tramita um recurso no Tribunal Regional, o HSBC poderá ainda recorrer ao STJ, após o julgamento.


