O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, autorizou a realização do leilão do Sistema a Telebrás, marcado para as 10 horas de hoje, no Rio de Janeiro. Foi uma vitória para o governo, cujos advogados passaram o dia acompanhando 89 ações, apresentadas em tribunais em todo o País, pedindo a suspensão da privatização. Mas foi insuficiente para assegurar a venda da estatal de telecomunicações, que foi dividida em 12 holdings.
Ontem à noite, pouco antes de o presidente do STF se pronunciar, 35 ações tinham sido julgadas e três liminares garantindo a suspensão do leilão tinham sido concedidas. A venda só será realizada hoje se a Advocacia Geral da União (AGU) conseguir cassar as liminares a tempo. Mesmo assim, ainda existe o risco de algumas das 55 ações, ainda tramitando na Justiça, serem julgadas de última hora e outras liminares serem concedidas.
O pedido de liminar, que o STF negou, havia sido feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Atividades Diretas e Indiretas em Pesquisa e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia de Campinas (SP). Os sindicalistas queriam a suspensão do leilão, argumentando que houve irregularidade no julgamento da ação, que empreenderam contra a privatização da Telebrás.
As liminares dadas até às 21 horas de ontem foram expedidas no Rio, Bahia e Paraná. A juíza da 17ª Vara Federal do Rio, Valéria Caldi, o juiz Itagiba Netto, da 6ª Vara Federal da Bahia, e o juiz federal substituto de Umuarama (PR), Jail Benites da Azambuja, concederam liminares suspendendo todo o leilão da Telebrás. Duas das liminares contestam o preço mínimo estipulado para a venda da estatal.

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