O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, procurou ontem tranquilizar os funcionários do banco e gerentes sobre a continuidade ou não do fundo de pensão, o Funbep.
Na avaliação de Stephanes, o banco que comprar o Banestado irá manter inalterado o Funbep. Segundo ele, isso já é uma prática normal em todos os cinco bancos credenciados para participarem do leilão de privatização, no próximo dia 17 de outubro.
O que mudará é a regra de contribuição para a formação do fundo de pensão.
Hoje, o Estado entra com dois terços das contribuições e os funcionários com um terço. A partir de dezembro, será um por um.
Reinhold Stephanes reafirmou que não acredita que o novo dono do Banestado faça demissão em massa, como os sindicalistas estão afirmando. Ele comentou que a maior preocupação no momento é acompanhar a retomada da privatização do Banespa. O receio dele é que os bancos percam o interesse no Banestado, afinal as mesmas instituições que disputam o banco paulista, participarção leilão do Banestado.
A posição de Reinhold Stephanes não encontra respaldo na Secretaria da Fazenda que teme pagar multa entre R$ 14 milhões e R$ 25 milhões, ao Banco Central, a cada mês de atraso na privatização do Banestado.

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