Stephanes diz que teme ágio menor do Banestado
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quarta-feira, 06 de setembro de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, afirmou ontem que teme redução do ágio de venda do banco caso o leilão de privatização fique muito próximo da venda do Banespa. A declaração foi dada a um grupo de empresários da Associação Comercial do Paraná (ACP) que convidou Stephanes para explicar a privatização. Segundo ele, o leilão dos dois bancos estaduais teria de ter uma diferença de data de pelo menos dois meses para que um processo não atrapalhasse o outro.
Stephanes disse que não está trabalhando pela mudança do calendário de privatização, pois isso caberia ao governo do Estado. Continuo a defender que seja feito primeiro o leilão do Banespa, mas não posso interferir numa decisão de governo, afirmou aos empresários. O governo quer manter o leilão para o dia 17 de outubro, pois teme que, novamente, a venda do Banespa seja adiada.
O presidente do banco fez ainda uma retrospectiva para lembrar como o banco chegou a ter um rombo de R$ 5,8 bilhões. Os números chocaram e assustaram os empresários. Isso demostra que um banco jamais poderia se submeter à influência política, como ocorreu com o Banestado, comentou o presidente da associação Marcos Domakoski. A ACP pretende ouvir ainda o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, e um representante dos funcionários do banco sobre a privatização.


