Carmem Murara
De Curitiba
O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes (foto), afirmou ontem que março deixou de ser a data adequada para se vender o Banestado à iniciativa privada. A data havia sido pré-fixada no início do ano, quando ficou inviável privatizar o banco até julho deste ano por causa da falta de tempo e preparação. A diretoria do Banestado decidiu esperar primeiro a venda do Banespa, que não será vendido até dezembro, pelo entendimento do mercado financeiro. Segundo Stephanes, o Banestado só será leiloado quatro ou seis meses após a venda do Banespa.
‘‘A venda do Banestado após o Banespa é uma estratégia para conseguir vender melhor o nosso banco e conseguir um ágio maior’’, afirmou Stephanes, logo após sua posse como presidente do Conselho de Administração da Paraná Previdência. Ele disse que o banco que não conseguiu comprar o Banespa virá com todas as forças para disputar a o banco paranaense. Os interessados são os meses: Bradesco, Itaú, Unibanco.
A venda do Banespa foi adiada quatro vezes e não há qualquer garantia de que aconteça início do próximo ano. ‘‘A venda é uma incógnita’’, disse Stephanes. O Banestado só será vendido antes do Banespa caso o processo de venda do banco paulista se arraste indefinidade.
Stephanes disse que é um erro marcar uma data fixa para a venda do banco. A diretoria do Banestado ainda enfrenta problemas burocráticos impostos pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda. A Procuradoria Geral da Fazenda colocou um impedimento jurídico para liberar a última parcela de R$ 1,7 bilhão para o saneamento do Banestado. A procuradoria tem de definir qual setor do governo está apto a autorizar a prorrogação da data da privatização do banco. Pelo contrato com o BC, Estado era obrigado a vender o banco até julho deste ano.
Na avaliação do presidente do Banestado, o atraso na liberação da última parcela para o saneamento atrapalha as operações bancárias. ‘‘Prejudica a eficiência do banco, que vai bem, mas não pode haver obstáculos burocráticos’’, afirmou.

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