Brasília - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que ''não vê bem'' a demora para um acordo entre técnicos dos ministérios da Agricultura e da Fazenda sobre a retomada dos leilões de apoio à comercialização de produtos agrícolas. A Agência Estado apurou na sexta-feira passada que, apesar de reuniões extensas com profissionais dos dois ministérios, os encontros não alcançaram consenso. Assim, qualquer decisão a respeito de novas operações deve ficar apenas para o próximo mês. Sem o acordo, a Agricultura fica de mãos amarradas. ''Não vejo bem (essa situação)'', limitou-se a comentar Stephanes.
A questão é que a Agricultura já tem tudo engatilhado para fazer um leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) ou de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para o feijão, além das Aquisições do Governo Federal (AGF). Além disso, também quer realizar operações para milho, cuja colheita começa em março. O problema é que, desde o ano passado, para a Agricultura fazer leilões, precisa do aval dos ministérios da Fazenda e do Planejamento por meio de uma portaria interministerial. O documento precisa ser reelaborado toda vez que houver mudanças em alguns dos parâmetros utilizados. Desde o primeiro dia do ano, houve alteração no valor dos preços mínimos para culturas de algumas regiões - a maioria no Centro-Sul do País.

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