Stefanelo nega desvio de alimentos na Conab
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sexta-feira, 23 de abril de 1999
ArquivoStefanelo: denúncias políticasVânia Casado 
O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Eugenio Stefanelo, reagiu às acusações de desvio e venda de alimentos deteriorados que vêm sendo feitas contra o órgão que preside. Stefanello atribui as denúncias que estão sendo veiculadas pela imprensa a brigas políticas na esfera federal. Afirma ainda que sua administração é transparente. Desafiou quem tiver alguma denúncia que se reporte diretamente a ele, para que possa adotar as providências. Em relação à venda de alimento deteriorado, Stefanelo disse que se trata de um estoque de 1.200 sacas de milho que está nos armazéns da Casemat (Companhia Estadual de Armazenagem do Mato Grosso), em Cáceres desde 1992. O produto foi dado em garantia de financiamento do Banco do Brasil.
Como se encontrava em estado adiantado de deterioração, foi repassado em janeiro desse ano à Conab para que encontrasse uma solução. De posse da mercadoria, a Conab reclassificou o produto e em seguida colocou à venda para fabricação de ração animal. O valor da venda, depois de concretizada, será devolvido ao Banco do Brasil, frisa Stefanelo.
Stefanelo estranha a denúncia de estar favorecendo a compra de produtos para grupos empresariais, se desde 1987 a Conab não comprou nada. Apenas recentemente comprou 80.000 t de arroz da safra 98/99, admite. Além disso, adotou o sistema de rodízio dos leilões eletrônicos, justamente para acabar com a centralização dos pregões que poderia privilegiar algumas regiões. O presidente da Conab frisa que o sistema de leilão está interligado com todas as bolsas de mercadorias do país, sendo impossível ocorrer desvios ou favorecimentos, insiste.


