O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Eugênio Stefanelo, disse ontem que os leilões de milho e arroz que começam amanhã não vão prejudicar a comercialização destes produtos. ‘‘Estamos atendendo apenas uma parte da demanda do Brasil. No caso do milho, a Conab vai ofertar 400 mil t/mês, enquanto o consumo mensal do País é de 3 milhões de toneladas. Portanto, as cooperativas que ainda têm o grão não ficarão sem mercado’’, comentou.
Segundo ele, a produção de milho e de arroz deste ano já foi praticamente toda comercializada, restando muito pouco nas mãos dos produtores. Stefanelo afirmou que o objetivo dos leilões é estabilizar os preços dos produtos. Ele observou que no Rio Grande do Sul, a saca de 60 kg de milho no atacado varia entre R$ 9,50 e R$ 10,00, e no Paraná, a saca atinge entre R$ 8,50 e R$ 9,00.
‘‘A função do governo é garantir matéria-prima aos avicultores e suinocultores a preços compatíveis com a realidade do mercado de seus produtos’’, afirmou.
Stefanelo disse que os leilões de milho e de arroz serão realizados semanalmente até fevereiro do ano que vem. ‘‘Vamos zerar nossos estoques de arroz, que hoje somam 300 mil toneladas’’, disse. Para os leilões de milho serão disponibilizados 3 milhões de toneladas.
PEP O presidente da Conab disse que os leilões de Prêmio de Escoamento de Produção (PEP) de trigo vão continuar até que todo a produção seja escoada. No Paraná, segundo ele, restam entre 200 e 300 mil toneladas do produto. ‘‘Acredito que mais quatro ou cinco leilões de PEP já resolvam a situação do trigo’’, disse. Até agora, conforme Stefanelo, o leilão de PEP vendeu 920 mil toneladas no Paraná e 60 mil toneladas no Rio Grande do Sul.Arquivo FolhaSem concorrênciaStefanelo: ‘‘Estamos atendendo apenas uma pequena parte da demanda. Não vamos atrapalhar o mercado’’Guto Rocha

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