Staub prevê aquecimento no setor de bens duráveis
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O empresário Eugênio Staub, da Gradiente, afirmou ontem que a produção de eletrodomésticos da linha marrom (aparelhos de som e vídeo) deve ter queda de 30% a 35% neste ano, depois da perda de 10% em 1997 e 23% em 1998. Para o próximo ano, no entanto, deve haver crescimento da produção de bens duráveis, afirmou Staub, que participou do encerramento do 13º Congresso Brasileiro de Economistas e 7º Congresso de Economistas da América Latina e Caribe, no Hotel Glória, na zona sul.
Presidente do Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial (Iedi) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Staub previu uma expressiva reação da atividade econômica a partir do último trimestre deste ano. Já não podemos mais dizer que estamos em recessão, afirmou o empresário, apesar de reconhecer que a retomada da atividade ainda é tímida.
Além disso, admitiu o empresário, os números que mostrarem esta recuperação vão ser beneficiados porque o período que será usado na comparação o quarto trimestre de 1998 teve atividade muito baixa. Apesar disso, o Iedi já trabalha com a previsão de equilíbrio do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, após a expectativa de queda de 1%.
A principal medida para a retomada do crescimento a desvalorização do real já foi tomada, lembrou Staub. Outra boa notícia é que a sociedade agora exige desenvolvimento, afirmou. Ele justificou a demora na volta do aumento de produção e das exportações, esperadas com a mudança da política cambial, com o argumento de que muitas empresas, na época dos juros altos e câmbio controlado, se retiraram do mercado externo.
Staub admitiu que a previsão de saldo de US$ 600 milhões da balança comercial neste ano, feita há dois meses pelo Iedi, não pode mais ser levada em conta. O presidente do instituto calculou que o resultado da balança será de déficit ou neutro. Mas se não fosse a mudança no câmbio, o déficit chegaria a US$ 6 bilhões, de acordo com o empresário da Gradiente, citando estudo do Iedi. Para o ano que vem, as previsões são de superávits entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões, mas o número mais provável, arrisca, é de US$ 4,5 bilhões.





