O Brasil deve ter hoje a confirmação dos Estados do Sul como área livre de febre aftosa. O nível, que permite ao País vantagens na exportação da carne bovina, já havia sido obtido pelo Brasil nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul em 2000, mas foi suspenso pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) depois da descoberta de novos focos entre 2000 e 2001. Agora, o Brasil deve recuperar a posição livre de aftosa após a reunião da organização, que acontece hoje no Rio. A reunião está marcada para às 16 horas e faz parte da agenda programada para a reunião da comissão de febre aftosa da OIE, que pela primeira vez acontece fora da sua sede em Paris.
Segundo o ministro, além da liberação dos Estados do Sul para nomenclatura de ''Estados livres de aftosa'', a reunião no Rio também tem como fator importante o pedido oficial de inclusão de Rondônia nessa área livre da doença. A autorização para que Rondônia seja integrada à área, entretanto, deve sair somente na próxima reunião do Comitê Central da OIE, em maio em Paris. Pratini disse que a previsão é de que em 2005 todo o País seja considerado livre da aftosa.
Ele lembrou que nos últimos três anos foram investidos US$ 2 bilhões pelo governo federal, Estados e pelos pecuaristas para atingir o nível de qualidade do setor. ''Estes investimentos permitiram que o Brasil dobrasse suas exportações de carne nos últimos três anos e se continuarmos neste mesmo ritmo podemos dobrar novamente estas exportações nos próximos três anos'', comentou.

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