Com muitas universidades instaladas na cidade, Londrina também começa a se tornar um celeiro de startups. O termo designa ideias criativas em estágio inicial, e que têm potencial para se tornarem negócios promissores e rentáveis. Só cadastradas no mapa virtual ParanáStartup, há 53 delas no Estado. Mas para a advogada Alexandra Yusiasu dos Santos, há muitas em Londrina que começaram agora a sair das "garagens" e a se mostrarem para o mercado.
Com o objetivo de reunir empresas, fornecedores, apoiadores e entidades, o espaço colaborativo Junt.us lança hoje o "Startup Londrina", com um happy hour no Maximo Villa, às 19h. O encontro também terá a presença de Talita Lombardi, criadora do blog Startup Stars. Cerca de 140 pessoas já confirmaram presença.
Segundo Alexandra, da Junt.us, o objetivo é que estes encontros se repitam todo mês, agregados a outros eventos pontuais e periódicos para fortalecer o ecossistema de startups na cidade. Afinal, elas já começam a ganhar a atenção de investidores. "Uma startup exige um investimento relativamente baixo, e pode se tornar um ótimo negócio. Os investidores estão de olho", afirma Luís Candotti, consultor na área de investimentos imobiliários.
Candotti, que até pouco tempo atendia investidores apresentando a eles oportunidades no mercado imobiliário, começou também a sondar negócios com startups nas mais diversas áreas.
Carlos Vinicius de Souza Leite, criador do aplicativo Geleia mob, conseguiu aporte de R$ 150 por 12 meses de um investidor que trabalha na área de transporte, manutenção e venda de veículos. Souza, que trabalhava na área de Treinamento em Recursos Humanos, resolveu mudar de ares e investir em um próprio negócio que exigisse um baixo custo inicial e que pudesse ser feito "na garagem".
Foi então que decidiu apostar no mercado de aplicativos móveis. Conheceu seu investidor quando tentava vender o Geleia mob. "Foi uma surpresa. Não era a expectativa nem a intenção no momento, mas a visão do empresário é diferente da do desenvolvedor. Ele enxergou na aplicação uma oportunidade muito maior." Além do aporte, o investidor emprestou à startup de Souza sua "inteligência de negócio", salienta.
Estes investidores que apostam nas startups, diz o desenvolvedor, são muitas vezes pessoas que investiam em imóveis, fundos de pensão, fundo de renda fixa, ações, e que decidem investir em um novo negócio.
Para Talita Lombardi, que já falou sobre mais de 90 startups brasileiras no seu blog Startup Stars, o movimento de startups no Brasil já é forte em São Paulo e começa a chegar a outras cidades através de núcleos como o "Startup Londrina". Segundo ela, a principal necessidade das startups está na capacitação. "Temos muitos jovens desenvolvendo seus projetos, suas ideias e que ainda não têm conhecimento de mercado. Ajuda bastante também a troca de experiências de pessoas da área com os iniciantes, o que acontece normalmente nas meetups."

SERVIÇO
■ Evento "Startup Londrina"
Hoje, no Maximo Villa (Rua Paranaguá, 933), a partir das 19h
Ingressos: R$30 - interessados devem entrar em contato com o Junt.us pelo telefone 3028-2888
Site Oficial do Evento: http://startuplondrina.junt.us/

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