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Londrina

Economia

m de leitura Atualizado em 30/03/2022, 16:15

Startup londrinense recebe investimento de R$ 3 milhões

Iniciativa é focada em soluções tecnológicas que simplifiquem a contabilidade de pequenas empresas do setor de serviços

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de março de 2022

Lucas V. de Araujo - Especial para a FOLHA
AUTOR autor do artigo

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O mercado de startups anda bastante aquecido em Londrina. A Fortmobile, focada em soluções tecnológicas que simplifiquem a contabilidade de pequenas empresas do setor de serviços, recebeu investimento em transação de R$ 3 milhões do fundo de capital de risco (venture capital) Bowl Ventures.

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|  Foto: Lucas V. de Araujo
  

Segundo o CEO da Fortmobile, Guilherme Bittencourt, os recursos serão utilizados em três frentes: desenvolvimento de tecnologia; comercial e de marketing; e atendimento ao cliente. “Em termos de tecnologia, vamos simplificar e tornar os processos ainda mais intuitivos. Comercialmente, queremos expandir nossa base de atuação. Atualmente temos clientes em oito estados do Brasil nas regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste. Para atender mais clientes, precisamos de mais profissionais. Queremos aumentar em quatro vezes o time de contadores”, explica Bittencourt. As contratações, aliás, não serão apenas no campo das Ciências Contábeis. “Vamos ampliar o time comercial/marketing e de tecnologia em três vezes também”, complementa o CEO.

De acordo com o sócio e diretor de tecnologia da Fortmobile, Fernando Rocha, pesou a favor da firma em receber investimento o time de empreendedores, a cartela de clientes e ainda o fato de a startup já ter faturamento apesar do pouco tempo de existência, um ano e meio. “Eles perceberam que temos boa experiência e maturidade para conduzirmos o negócio, algo que muitas startups não conseguiram alcançar”. Rocha reforça que o mercado está altamente competitivo, sem espaço para empresas iniciantes que não apresentam resultados concretos e que provem a capacidade de crescimento. “Muitas pessoas acham que basta ter um ambiente de descontração, com videogames e pufs, e sócios sorridentes para a startup dar certo. Não é por aí. É preciso desenvolver a tecnologia, levar ao mercado, conseguir clientes, fazer correções, reduzir custos e ainda crescer em pouco espaço de tempo. Tudo isso demanda muito trabalho”, alerta.

O sócio investidor da Bowl Ventures Valdir Dall’Orto salienta que o fundo já investiu em outras três startups de Londrina -Arbo, Bankme e Moskit. Sempre com a proposta de acelerar a expansão do negócio “A ideia da gente é ajudar as empresas investidas a crescerem a partir da parceria entre os sócios fundadores, com seus conhecimentos, e nossa bagagem de investidores e ainda trazer ganhos para outros sócios que possam vir com a gente” afirma Dall’Orto. Ainda de acordo com ele, “a Bowl Ventures investe em empresas de alto crescimento, com faturamento, em estágio inicial e com empreendedores incríveis, como é o caso da Fortmobile”. “Nós fazemos de tudo para maximizar o potencial de um negócio por meio da nossa experiência e as nossas conexões”, conclui o investidor.

Os sócios da Fortmobile destacam que a Bowl Ventures foi o primeiro fundo para o qual demonstraram a startup. “A gente não estava buscando um fundo apenas para injetar recursos na empresa. A gente precisava de uma mentoria mais assertiva que nos ajudasse a crescer de forma mais rápida e consistente”, diz o CEO. Ele lembra ainda que buscou um contato com a Bowl por ser um fundo de Londrina que havia investido em startups da cidade. “No primeiro pitch (apresentação) a gente já fechou o investimento. Eles fizeram uma proposta de pronto e a gente topou. Depois foi negociar os termos de contrato e apresentar documentação”, recorda.

Para Bittencourt, é importante salientar que a Fortmobile é uma spin-off, isto é, uma empresa que foi criada a partir de outra. “A gente precisou entender que de dentro de um modelo tradicional de negócios era preciso inovar, fazer as coisas de um jeito diferente. Por isso fomos direto ao ponto, atendendo as expectativas de pequenas empresas de um setor específico com valores mais acessíveis”. A startup foi criada a partir da Fortcon, escritório de contabilidade dos pais de Bittencourt.

Bittencourt e Rocha são egressos da UEL. Este no curso de Direito e aquele em Ciências Contábeis. Diego Budeu, também sócio na Fortmobile, fez Ciências Contábeis na PUC em Londrina, onde Bittencourt é professor há sete anos.

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