SRP diz que gado suspeito não tem sintomas
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sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Vera Barão<br> Reportagem Local 
A Sociedade Rural do Paraná (SRP) contesta, através de relatórios de visitas, a informação do governo do Estado de que 19 animais de quatro fazendas do Paraná estejam com suspeita de febre aftosa. Embora prefira não usar a palavra ''contestação'', o presidente da SRP, Edson Neme, apresentou termos de visitas - um da Secretaria do Estado da Agricultura (Seab) e os demais de veterinários particulares - feitos esta semana nas propriedades interditadas, apontando que o gado suspeito não apresenta qualquer sintomatologia.
Neme convocou uma coletiva ontem à tarde, onde estavam presentes o coordenador do curso de veterinária da Cesumar, Raimundo Tostes, representando a Fazenda Cesumar de Maringá e Clayton Lopes de Paula, veterinário da Fazenda Santa Izabel, de Grandes Rios. Participaram ainda o professor de virologia animal Amauri Alfieri, da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o veterinário da Associação Brasileira de Limousin (ABL), Pedro Nunes.
''Não estamos contestando a Seab, porém queremos esclarecer alguns pontos importantes'', afirmou Neme. Ele distribuiu ainda uma nota de esclarecimento que informa que a Eurozebu é homologada pela Comissão Estadual de Exposições Agropecuárias do Paraná (Comexpa), e que todos os animais que participaram da exposição foram avaliados e não apresentam nenhum sinal clínico que pudesse colocar em suspeita a ocorrência de febre aftosa.
Contudo, a Fazenda Cesumar é a única que traz um termo oficial da Seab com data de 26 de outubro, apontando que o gado não apresenta sintomas da doença. Os demais termos de visitas, feitos por veterinários particulares, teriam sido realizados entre os dias 26 e 28 de outubro nas outras fazendas interditadas.
Sobre a informação divulgada pelo governo de que 19 animais apresentavam sintomas da doença, o representante da Fazenda Cesumar, Raimundo Tostes, disse que não recebeu nenhum documento da Seab. ''Em Maringá o gado não apresenta sintomatologia. A única justificativa para interditar a fazenda era de que o animal adquirido no leilão havia tido contato com o gado do Mato Grosso do Sul, onde foi descoberto foco da doença''.
''Não vou me permitir especular o que os colegas estabeleceram como critério para dizer que havia sintomatologia nesse gado'', ponderou Tostes, lembrando que dentro de qualquer propriedade é rotina animais com lesão no casco, mancos, lasceração de pele, aftas. Na mesma linha segue o veterinário Clayton Lopes de Paula, que deixou implícito que se o resultado dos exames for negativo, caberá uma ação de danos contra o governo do Estado.


