SRB elogia pacote. Acha que lavoura suporta sacrifício
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quarta-feira, 28 de outubro de 1998
Agência Estado 
O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Luiz Hafers, elogiou as medidas do ajuste fiscal que visam reduzir os gastos públicos, que são mais do que necessárias, levando em conta que o governo gasta mais do que tem. Entretanto, Harfers acha negativo que as medidas se resumam ao campo financeiro, quando a melhor forma de reduzir o déficit seria incentivar a produção, para aumentar a arrecadação. Ele denotou pouco conhecimento do ajuste, na medida em que deixou entrever que concorda com o aumento da CPMF. Segundo técnicos do próprio Ministério da Fazenda, o setor primário - a agropecuária - é um dos setores mais penalizados com a medida.
Luiz Hafers acha que estava passando da hora de o governo resolver a distorção existente na Previdência Social, que têm prejuízo de R$ 7,8 bilhões para atender 18 milhões de beneficiários no setor privado e de R$ 18 bilhões para atender 905 mil pessoas no setor público federal.
O presidente da Sociedade Rural Brasileira afirmou que o setor agrícola está disposto a dar mais uma cota de contribuição. Ele lembrou que os preços da cesta básica se mantiveram praticamente estáveis em quatro anos do real e contribuiu com R$ 11 bilhões de saldo na balança comercial. Além disso, diz, salários dos trabalhadores rurais nas lavouras dobraram nos últimos quatro anos, mostrando que a agricultura contribui para distribuir renda numa camada mais pobre da população.
A opinuião do presidente da Sociedade Rural Brasileira destoa das opiniões de lideranças das cooperativas e demais setores. Ele acha que a agricultura ainda suporta mais este sacrifício.


