Sr. Dinheiro dá dicas para manter a carteira sempre cheia
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Apesar de todos os malabarismos financeiros, grande parte dos brasileiros chega ao final do mês sem nenhum sinal do salário na carteira. Para conseguir fazer sobrar dinheiro é preciso realizar toda uma reorganização do orçamento doméstico.
O economista Luis Carlos Ewald - apresentador do quadro Sr. Dinheiro do programa Fantástico, dá algumas dicas para deixar o bolso mais organizado. Para ele, o grande problema é usar o cheque especial como se fosse dinheiro próprio e o cartão de crédito como se não tivesse a necessidade de pagar. Quando a situação está crítica, a sugestão dele é deixar o cartão e o talão de cheques em casa.
''Para ganhar mais basta economizar'', disse. Uma dica para controlar os gastos é utilizar só o dinheiro que a pessoa tem no bolso. Além disso, ele destaca que é fundamental pesquisar os preços no supermercado e até estocar produtos que estão em promoção.
Pequenas ações como desligar a tevê quando ninguém está assistindo, tomar banho frio quando estiver muito calor, desligar o ar condicionado quando não há ninguém no ambiente, são formas de economizar.
Ele destaca a importância de pechinchar tudo que for possível e evitar a compra de supérfluos. ''Quando você for comprar remédios deve pesquisar três farmácias. Se quer ganhar mais tem que trabalhar para isso'', disse.
Outra recomendação importante é controlar o extrato bancário. Quando a situação sai de controle, uma alternativa é usar apenas dinheiro vivo para pagar as contas, o que impede que a pessoa acabe se perdendo com pagamentos feitos com cartões de débito, crédito e cheque.
Mais que tudo é essencial ter um planejamento para a vida e anotar todos os gastos para ter consciência do que se passa, o que significa ter um orçamento mensal. Com base nestes dados é possível fazer um planejamento de gastos futuros. ''Se você gastou R$ 200 com a conta de energia e achou caro, comece a apagar as luzes. Tem que ter vontade de levar a sério'', concluiu Ewald.


