Agência Estado
De São Paulo
A norte-americana Sprint não vai apenas retirar a sua participação de 25% na Intelig, empresa espelho da Embratel, mas também seus funcionários, caso ela realmente abra mão dessa participação. Afinal, é a Sprint que está desenvolvendo o marketing e a estrutura operacional da Intelig.
‘‘Como a empresa é responsável por todo o desenvolvimento dos serviços de telefonia e da estratégia de marketing da Intelig, a venda de sua participação na empresa deverá causar a saída de funcionários importantes, o que acabaria atrapalhando os planos da operadora de conquistar uma parcela significativa do mercado no curto prazo’’, diz o analista Andy Castonguay.
Com isso, a Intelig deve entrar em campo com forças reduzidas para competir com a Embratel. A Sprint parece não ter muita escolha por causa da recém-anunciada fusão de suas operações com a MCI Worldcom, numa transação avaliada em US$ 115 bi, mais US$ 14 bi de dívidas da Sprint.
A maioria dos analistas acredita que a Sprint desistirá de sua participação na Intelig, mas a empresa brasileira deverá enfrentar dificuldades se a equipe de sua controladora norte-americana também resolver abandoná-la.

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