São Paulo - Os spreads bancários na América Latina são mais altos do que em outros países emergentes. A conclusão é do estudo ''Banking Spreads in Latin America'', do economista Gaston Gelos da equipe do Fundo Monetário Internacional (FMI). Três fatores explicariam esse comportamento: as taxas de juros da região são mais altas do que em outros países; os bancos latino-americanos são menos eficientes em função da baixa competição na região; e os depósitos compulsórios exigidos pelas autoridades desses países pelas autoridades bancárias são mais elevados. O estudo comparou 2.200 bancos em 85 países, sendo 14 latino-americanos e, dentre eles, o Brasil, entre os anos de 1999 e 2002.
Gelos aponta dois fatores essenciais para a redução dos spreads bancários nos países da América Latina. O primeiro seria a conquista de um cenário macroeconômico estável que permita taxas de juros de equilíbrio mais baixas; além da redução dos depósitos compulsórios exigidos das instituições junto às autoridades monetárias de cada país.
No estudo, a baixa ineficiência dos bancos está associada à baixa competição do setor. Gelos destaca também despesas altas com pessoal. De acordo com a pesquisa, os países latinos não diferem significativamente de outros emergentes em relação à tributação dos lucros do setor bancário, à disponibilidade de informações sobre os tomadores de empréstimos ou ainda em relação a características gerais do setor, como tamanho das instituições bancárias.
O estudo completo de Gelos está disponível no site do Fundo Monetário Internacional na Internet (www.IMF.org).

mockup