A partir de hoje, mais de 1 milhão de empresas brasileiras serão beneficiadas pela Rede de Informações e Proteção ao Crédito (Ripc). A previsão é de que 2 milhões de consultas sejam feitas diariamente por estabelecimentos de 2,1 mil cidades que estarão interligadas ao sistema. O lançamento oficial do RIPC aconteceu ontem, em São Paulo.
Implantada em caráter experimental no Paraná há um ano, a Ripc inviabiliza a migração dos inadimplentes. A rede disponibiliza em tempo máximo de três segundos uma informação única e precisa sobre o consumidor, válida para 19 Estados brasileiros.
A RIPC é uma iniciativa conjunta da Federação das Associações Comerciais de São Paulo e Associação Comercial de São Paulo (Facesp/ACSP), da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CDNL), do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro e da Associação Comercial do Paraná (ACP-PR).
Segundo o presidente da ACP-PR, Marcos Domakoski, a rede reúne qualidade, segurança, eficiência e rapidez, além de evitar definitivamente a inadimplência migrante. ‘‘Antes, o caloteiro começava atuando no Acre e ia até o Rio Grande do Sul. Isto agora não será mais possível’’, disse.
Qualquer estabelecimento, de pequeno ou grande porte, pode utilizar o serviço. O preço da consulta varia entre R$ 0,50 e R$ 1,00, dependendo da região e espécie de informação.
Os investimentos para implantação da Ripc no Paraná foram de US$ 600 mil. Ao todo, foram US$ 4,5 milhões gastos diretamente em todo o País. A idéia surgiu há dois anos, partindo do Paraná e São Paulo.
Hoje, quatro bases operadoras dão suporte ao funcionamento preciso do RIPC. Elas estão instaladas em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais e contêm aproximadamente 40 milhões de informações armazenadas. Nesses Estados, o que significa 56% da abrangência nacional da rede, o Ripc já atende também consultas de pessoas jurídica. A previsão é que esse benefício se estenda a todo o País até o final deste ano. ‘‘Esta é a maior rede integrada de informações da América Latina e possivelmente uma das maiores do mundo’’, concluiu o presidente da Facesp/ACSP, Alencar Burti.

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