Brasília - Até agora, o SPB passou praticamente despercebido pelo cidadão comum. A grande novidade para o varejo, introduzida com o sistema criado em abril de 2002, foi a possibilidade de transferir valores acima de R$ 5 mil de um banco para outro em tempo real. Passado o período de instalação, o sistema financeiro se prepara para a segunda fase do SPB, na qual um dos desafios será justamente criar formas de pagamentos para o varejo, segundo o ex-diretor de Política Monetária do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo, responsável pela criação do sistema.
Figueiredo afirma, entretanto, que a criação de formas de pagamentos que poderão passar a ser usadas pelas pessoas depende primeiramente de um ''diagnóstico caprichado'' sobre os meios de pagamento mais utilizados pela população. ''Essa é uma mudança muito séria e é preciso saber o custo de mudar.'' Esse diagnóstico já está sendo concluído pelos técnicos do BC e deverá ser divulgado em breve.
Segundo o chefe do Departamento de Operações Bancárias do BC (Deban), José Antônio Marciano, os técnicos da instituição trabalham há dois anos num levantamento detalhado dos meios de pagamento usados pelos brasileiros. ''Teremos um mapeamento completo da utilização de cartões de crédito, de débito, DOC e cheque, além de comparações com outros países'', afirma Marciano. Segundo ele, quanto mais informações disponíveis sobre os meios utilizados pelos correntistas, melhor será para os bancos desenvolverem seus produtos.

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