Fazer compras sem sair do lugar, via Internet, deixou de ser uma tendência para tornar-se uma realidade, em todo o mundo. Hoje, contabiliza-se, em termos globais, mais de 50 milhões de usuários do sistema e, segundo especialistas, as previsões para o ano 200 é que o comércio através da Internet deverá movimentar de 30 a 80 milhões de dólares anuais, podendo chegar a 250 milhões de dólares no ano 2005, conforme informações que transitaram na Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
Embalados por essa ciranda, cada vez mais aparecem novos sites, onde o usuário pode adquirir de tudo, desde automóveis, imóveis, passagens aéreas, a produtos artesanais e serviços em geral, como reservas de hotéis, aluguel de carro e compras de supermercados.
Paralelamente a esse mundo maravilhoso das compras, surge um mecanismo de espalhar mensagens, de forma indiscriminada pela Internet, os chamados Spam, que nada mais são do que rolos e rolos de informações, não solicitadas e na maioria das vezes indesejadas, que vão desde a publicidade mera e simples, voltada para a venda de produtos, correntes de sorte, prometendo bem-aventuranças e até esquemas para obter dinheiro fácil.
Pelo visto, os que assim agem têm um único objetivo: tornar os provedores lentos, causar prejuízos e invadir a privacidade de um dos meios de comunicação mais sensacionais já inventados: o e-mail.
Essa é uma questão que esbarra na ética, e não deixa de ser complicada, principalmente por se tratar de Internet, onde não existe legislação específica de controle. Nos Estados Unidos, vários grupos de cidadãos já se manifestaram, procurando seus representantes no Senado, no sentido de modificar a Lei do Fac-símile (fax) que trata do mesmo problema.
No Brasil, país novo em termos de Internet, o assunto ainda é novidade.
Contudo, muitos já têm sido vítimas dessa forma predatória de entupir caixas postais com informações inúteis e, portanto, está na hora de começarmos a pensar e desenvolver antídotos contra esses ataques, mesmo porque as transações eletrônicas só tendem a crescer, a ponto de comprarmos de tudo pela grande rede. Agora, com certeza, a propaganda eletrônica também tende a se expandir.
Enquanto isso, algumas dicas para se livrar dos indesejados Spam: use filtro; Acesse o endereço http://catalog.com/tsw/efilter, aí voce consegue um programa chamado Efilter. Este programa é shareware e tem preço bastante acessível, custa em torno de US$ 15,00.
Não podemos impedir, nem queremos, os avanços da Internet, mas podemos e devemos participar, como internautas, de discussões honestas, buscando soluções para evitarmos abusos e invasões de privacidade com prejuízos para milhões de usuários que se utilizam da grande rede.
MAURÍCIO FRIZZARIN é diretor administrativo da Folhamatic Sistemas e Net Americana
E-mail: [email protected]

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