Uma redução quase imperceptível para o consumidor vai representar uma economia anual de 72 mil quilos de alumínio para a Spaipa Indústria Brasileira de Bebidas, empresa fabricante da Coca-Cola e distribuidora da Kaiser/Heineken. Desde o início desta semana, todas as latinhas de refrigerantes chegam ao mercado consumidor com 0,04 polegadas a menos no diâmetro superior do produto. A alteração é uma tendência que está sendo adotada pelas principais fábricas em todo o mundo.
Com a diminuição do diâmetro, as latas passam a ficar ligeiramente mais finas na parte superior. O ‘‘pescoço’’ do produto que era ondulado fica liso. O orifício por onde o produto passa continua inalterado e não há mudança na quantidade de refrigerante. Antes da alteração, a lata tinha um diâmetro de 2,06 polegadas e agora passa a ter 2,02.
A mudança faz com que haja uma economia de matéria-prima e energia elétrica. Com uma produção anual de 240 milhões de latas por ano, a matéria-prima que deixa de ser utilizada passa a ser representativa. O diretor industrial do grupo Spaipa, Mário Veronese, disse que não é possível calcular ainda quanto será a economia da Spaipa. ‘‘Os números podem não ser representativos, mas certamente teremos uma economia a médio prazo’’, afirmou.
A Spaipa atende todo o Estado e o interior paulista. A produção de refrigerantes chegou a 600 milhões de litros em 96. Para alterar o formato da lata, foi necessário um investimento de R$ 400 milhões para ajustar as máquinas. As demais fábricas da Coca-Cola devem adotar aos poucos o novo modelo do produto.

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