Agência Estado
De São Paulo
Um monotrilho ligando o Pátio do Colégio ao Parque D. Pedro e a substituição do atual terminal de ônibus do parque por uma área verde de cerca de 300 mil metros quadrados. A construção do megaedifício São Paulo Tower, que será um dos mais altos do mundo, prevê a requalificação urbana de uma área de 1,6 milhão de metros quadrados, na região central.
Ontem, o prefeito Celso Pitta (sem partido) e o empresário Mário Garnero, do Grupo Brasilinvest, assinaram o segundo protocolo de intenções para o projeto, que faz parte do plano de requalificação do centro. A Prefeitura deve se responsabilizar por parte da readequação urbana da área e apoio logístico para que a construção atenda à legislação municipal.
O São Paulo Tower terá 494 metros de altura e 103 andares. O local abrigará hotéis, flats, escolas e escritórios, além de uma área residencial. ‘‘Quando nos apresentaram o projeto solicitamos que fossem instalados serviços que atualmente não existem no centro’’, disse o presidente do Programa de Revalorização do Centro (Procentro), Sanderley Fiúsa.
‘‘Se fossem construídos apenas escritórios, haveria o risco das empresas atualmente instaladas no centro migrarem para o prédio’’, justificou Fiúsa. O complexo começará a ser construído no próximo ano e deve estar concluído em 2005.
A área escolhida pelos empreendedores abrange o Parque D.Pedro, a Zona Cerealista e o Pátio Ferroviário do Pari, atualmente abandonado. Segundo Garnero, um jardim botânico será construído na nova área verde. ‘‘Queremos que o local se transforme em mais uma opção de lazer do paulistano’’, afirmou o empresário. Ainda não está definido quanto o poder público irá investir na reforma da área. ‘‘Os investimentos dependerão da disponibilidade financeira do Município’’, explicou Fiúsa.
Em relação às desapropriações, segundo ele, os empresários devem negociar diretamente com os donos dos terrenos privados. A Prefeitura também deve se responsabilizar pelas mudanças no sistema viário e de transportes na região. O atual terminal de ônibus, por exemplo, deve ser substituído por um subterrâneo. Uma estação de metrô da futura linha 4 (Vila Sônia) deve ser construída próxima ao novo edifício. ‘‘Estamos conversando com o governo estadual para construção de uma linha de trem expressa ligando o centro ao Aeroporto de Cumbica’’, acrescentou Fiúsa.

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