SP também tem política de incentivo
Arquivo FolhaRESPOSTAGionédis, secretário de Fazenda do Paraná: ‘‘O Covas precisa parar de bobagem. Nosso programa é normal’’O governo paranaense vai acompanhar de perto se o STF acolherá a ação. Os secretários Miguel Salomão (Planejamento) e Giovani Gionédis (Fazenda), não vêem chances disso acontecer porque entendem que a atitude de Covas não tem ‘‘qualquer sustentação legal’’. Gionédis demonstra irritação com o governador Mário Covas quando o assunto é guerra fiscal. ‘‘Ele precisa parar de bobagem. Nosso programa é normal, além disso, as empresas se creditam pela nota fiscal. Só estaríamos errados se nossa alíquota fosse zero’’.
A lista de produtos que passarão a ser fiscalizados com mais rigor por São Paulo e que basearam a ação de inconstitucionalidade foi ampliada ontem pelo governador paulista, que voltou a atacar os Estados. A relação engloba produtos de informática, softwares, fios e tecidos de seda, bobinas e chapas de aço, carne bovida, abate de animais, farinha de trigo, cesta básica, máquina agrícola e refeição industrial. Anteontem, as medidas de Covas atingiam os setores de laticínios e enlatados. Mário Covas pretende ainda cobrar a diferença do ICMS em todos estes itens.
O secretário Miguel Salomão disse que a própria decisão de entrar na Justiça demonstra que não serão sobretaxados os produtos. ‘‘Se ele fosse colocar as medidas em prática não teria entrado no Supremo. É mais uma pressão para sair a reforma tributária’’.
Gionédis afirmou que tem em suas mãos um documento que comprova que São Paulo concede os mesmos benefícios fiscais dos demais Estados. ‘‘O documento que eu consegui prova que São Paulo também dá até 60 meses de dilação do ICMS’’. O documento que está com o secretário é assinado pelo secretário da Fazenda de São Paulo, Yoshiaki Nakano. (Carmem Murara, de Curitiba)

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