SP limita entrada de laranjas do PR
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sexta-feira, 11 de setembro de 1998
Kelly Lima Agência Estado 
A implantação de barreiras móveis nas rodovias estaduais para fiscalizar os caminhões de laranja foi a principal medida adotada ontem pelo coordenador de defesa agropecuária da Secretaria de Agricultura do Estado do Estado de São Paulo, Júlio Cesar Augusto Pompei, em Araraquara. O anúncio foi feito para um público de aproximadamente 100 pessoas, entre representantes dos Escritórios de Defesa Agrícola (EDA) do Estado, na sede do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).
Segundo o coordenador, a medida tem como principal objetivo deter o trânsito do produto que vem do Paraná, sem fiscalização. Vamos tentar impedir que a laranja contaminada com o cancro cítrico chegue a São Paulo e prolifere a doença, afirmou.
Fiscalização Segundo ele, cerca de seis milhões de caixas de laranja devem chegar mensalmente ao Estado vindas do Paraná, sendo que a maior parte não passa por fiscalização alguma. Pompei disse que o principal empecilho para uma fiscalização eficiente nas barreiras fixas existentes no Estado é a utilização de notas frias.
O motorista passa por São Paulo com notas indicando o descarregamento em Brasília e depois utiliza outra nota vinda de produtores paulistas para vender a laranja às indústrias de São Paulo, explicou.
A intensificação da fiscalização sobre produtores paulistas que passam essas notas frias também faz parte do novo programa da Coordenadoria voltado para o combate ao cancro cítrico. Vamos dar ao cancro o mesmo tratamento que foi dado à febre aftosa, disse ele.
Segundo o coordenador, as barreiras móveis vão utilizar 1.300 funcionários da Coordenadoria, que passou a ter recursos próprios desde que foi desmembrada recentemente da Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada (Cati) e passou a ser vinculada diretamente à Secretaria da Agricultura.
Ainda segundo o coordenador, a medida só depende de assinatura do secretário da Agricultura. Ele disse que ainda não foi estipulada multa para os caminhões em que forem constatadas irregularidades. Mas a carga em que houver a doença será queimada de imediato.
O coordenador também não informou se vai fazer algum comunicado oficial ao governo do Estado do Paraná comunicando a medida. Também não se sabe se haverá algum tipo de entendimento com o governo paranaense no sentido de ação algum tipo de ação conjunta.


