Os Estados de São Paulo e Santa Catarina estão proibindo a entrada e o trânsito de equinos oriundos do Paraná por causa da ocorrência de focos de estomatite vesicular. Em São Paulo, a barreira foi determinada pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, através da portaria nº 01/98, de 15 de dezembro de 1998.
A mesma portaria impede ainda a entrada e trânsito de bovinos, equinos, ovinos e suínos de municípios das regiões de Curitiba, Campos Gerais, Sul, Centro, Vale do Ivaí e Sudoeste do Paraná. Os municípios desta região constam na Portaria 016/98 -DEFIS, de 1º de dezembro de 98, da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Nestas regiões foram registrados focos da estomatite visicular, que pode também atingir animais destas espécies.
No caso de suínos e bovinos, a portaria do órgão paulista libera o ingresso destes animais desde que oriundos de municípios não abrangidos pela portaria 016/98 DEFIS, e que sejam destinados diretamente ao abatedouro. No entanto, a portaria nº 01/98 da CDA estende a proibição no caso de estes municípios virem a apresentar focos da doença.
O pecuarista João Viotto Neto, de Londrina , disse ontem à Folha que ficou surpreso quando foi retirar guia interestadual (GR3, utilizada no transporte de animais) no escritório regional da Seab-PR para transportar alguns cavalos que havia vendido para um criador do Estado de São Paulo. ‘‘O caminhão que vinha de São Paulo para pegar os animais ficou retido na barreira de Porecatu. Não chegamos nem a carregar os animais’’, comentou.
O pecuarista disse que esta barreira sanitária poderá trazer muitos prejuízos para o Paraná, caso não se previna os produtores para o perigo de alastramento da doença. Viotto afirmou que cria cavalos há 15 anos e desconhecia que este tipo de enfermidade atingisse cavalos. ‘‘O problema que já ouvi falar que a estomatite vesicular está atingindo gado bovino na região’’, afirmou.

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