SP e SC impõem barreira no trânsito de animais do PR
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quinta-feira, 17 de dezembro de 1998
Guto Rocha 
Os Estados de São Paulo e Santa Catarina estão proibindo a entrada e o trânsito de equinos oriundos do Paraná por causa da ocorrência de focos de estomatite vesicular. Em São Paulo, a barreira foi determinada pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, através da portaria nº 01/98, de 15 de dezembro de 1998.
A mesma portaria impede ainda a entrada e trânsito de bovinos, equinos, ovinos e suínos de municípios das regiões de Curitiba, Campos Gerais, Sul, Centro, Vale do Ivaí e Sudoeste do Paraná. Os municípios desta região constam na Portaria 016/98 -DEFIS, de 1º de dezembro de 98, da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Nestas regiões foram registrados focos da estomatite visicular, que pode também atingir animais destas espécies.
No caso de suínos e bovinos, a portaria do órgão paulista libera o ingresso destes animais desde que oriundos de municípios não abrangidos pela portaria 016/98 DEFIS, e que sejam destinados diretamente ao abatedouro. No entanto, a portaria nº 01/98 da CDA estende a proibição no caso de estes municípios virem a apresentar focos da doença.
O pecuarista João Viotto Neto, de Londrina , disse ontem à Folha que ficou surpreso quando foi retirar guia interestadual (GR3, utilizada no transporte de animais) no escritório regional da Seab-PR para transportar alguns cavalos que havia vendido para um criador do Estado de São Paulo. O caminhão que vinha de São Paulo para pegar os animais ficou retido na barreira de Porecatu. Não chegamos nem a carregar os animais, comentou.
O pecuarista disse que esta barreira sanitária poderá trazer muitos prejuízos para o Paraná, caso não se previna os produtores para o perigo de alastramento da doença. Viotto afirmou que cria cavalos há 15 anos e desconhecia que este tipo de enfermidade atingisse cavalos. O problema que já ouvi falar que a estomatite vesicular está atingindo gado bovino na região, afirmou.


