SP e Rio despencam entre as cidades mais caras do mundo
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de junho de 2007
Tatiane Resende<br>Folhapress 
São Paulo - São Paulo e Rio de Janeiro caíram mais de 20 posições no ranking das cidades mais caras do mundo por causa da subida das européias, impulsionadas pelo fortalecimento do euro e de outras moedas do continente, mas ainda têm o maior custo de vida da América Latina.
Segundo levantamento da consultoria global Mercer, Estocolmo, Amsterdã e Madri, por exemplo, estavam abaixo de São Paulo em 2006 e agora passaram a capital paulista, que caiu da 34 para a 62 posição. O Rio foi da 40 para a 64.
As recentes quedas do dólar não influenciam o resultado porque a pesquisa considera a variação do custo de vida entre março de 2006 e de 2007. A cotação da moeda americana em relação ao real, no confronto dos dois meses, ficou estável, embora tenha caído 18,4% nos últimos 12 meses.
As informações são usadas por multinacionais e governos para preservar o poder aquisitivo dos funcionários que são transferidos para outros países e considera itens como habitação, escola para os filhos, alimentação, transporte, entretenimento e vestuário.
O preço de um hambúrguer em uma lanchonete, por exemplo, custa US$ 5,41 em São Paulo, contra US$ 7,56 em Londres e apenas US$ 2,64 em Pequim.
Moscou foi considerada a cidade mais cara pelo segundo ano seguido na pesquisa, e a vizinha sul-americana Assunção é a mais barata pela quinta vez consecutiva.
Londres, que estava em quinto lugar no ranking do ano passado, alcançou a segunda posição.
Pequim, sede dos Jogos Olímpicos de 2008, caiu da 14para a 20 posição no ranking após queda de 6% da moeda chinesa, o yuan, em relação ao euro e uma baixa taxa de inflação.
Com a desvalorização do dólar de 8,8% diante do euro, as cidades americanas perderam posições - a mais cara, Nova York, desceu cinco degraus no período, ocupando o 15º lugar.


