O Estado de São Paulo deverá ter pelo menos 30 novas barreiras fitosanitárias fixas nas divisas com o Paraná a partir da primeira semana de julho, afirmou ontem o coordenador de defesa fitosanitaria no Estado de São Paulo, Julio Cesar Pompei. Essas barreiras, que incluem também as divisas com Minas Gerais, apesar de atuarem em todas as culturas, terão como prioridade o combate ao cancro cítrico.
Segundo o coordenador, serão utilizados o espaço físico que serviam antoriormente à Secretaria da Fazenda e que foram desativados. Cerca de 200 funcionários vão atuar nessas barreiras, consumindo cercade R$ 150 mil mensais para fiscalizar todo caminhão com carga animal e vegetal que entrar no Estado.
Pelo menos 40 funcionários serão contratados pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Pompei ainda não tem o cálculo sobre o fluxo de caminhões que deverá passar pelas barreiras. ‘‘Apenas em uma blitz que fizemos na Rodovia Anhanguera no período de 10 horas entre a noite de quinta e sexta feira, foram fiscalizados 1.700 caminhões. Por aí dá para se ter uma idéia do contingente a ser abordado pelos fiscais’’, disse ele.
A defesa fitosanitária também vai manter as barreiras móveis existentes hoje no Estado e as outras 26 fixas que existem nas divisas com o Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Minas e Paraná.
Carne O coordenador da Defesa explicou que a carga apreendida em dois caminhões na região de Rio Preto, na madrugada de domingo, foi uma falha conjunta da propriedade e também das barreiras que não detiveram o produto entre o Mato Grosso do Sul e a região em que foi apreendido.
‘‘Eles tentaram alegar que o seu destino não era o Estado de São Paulo, mas não tinham qualquer documento sobre a origem do produto, não tinham a guia de transporte animal e muito menos o recibo do frigorifico de destino’’, explicou. A carga foi encaminhada a um frigorifico indicado pela coordenadoria para transformação em farofa de carne. Segundo Pompei, somente este ano já ocorreram seis apreensões semelhantes, num total de 120 toneladas de carne.
Banana O Diário Oficial do Estado de São Paulo de hoje deve trazer a portaria que proíbe a circulação da banana com a folha que serve de forro nos caminhões, informou o coordenador da defesa fitosanitária. Segundo ele, a medida será tomada como forma de deter a doença Sigatoka Negra, que já destruiu a cultura da banana na Amazônia, Acre e Rondônia e está chegando no Mato Grosso.
Essa folha que serve para forro é o principal transmissor da doença. Segundo o coordenador, a Sigatoka já exterminou os bananais da Região Norte fazendo com que o quilo da banana atingisse R$ 4 naquela região. ‘‘Estamos tentando impedir que essa doença que veio da América Central se dissemine no Estado de São Paulo.’’

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