'Sou um homem de sorte'
''Eu tenho pensamento positivo. Acredito que tudo vai dar certo e dá mesmo'', diz o fundador da Noma, João Noma. Questionado sobre qual a maior dificuldade na história da empresa, afirma não se lembrar.''Sou um homem de sorte, o que eu quero fazer eu consigo.''
No entanto, na cabeça do filho Marcos, as lembranças de tempos difíceis não se apagaram. ''Teve ano que meu pai precisou vender o próprio carro para pagar o 13º dos funcionários'', diz o atual presidente da fábrica.
Mas, para o pai, tudo é alegria. ''Vou viver até 120 anos, tem muita coisa ainda para fazer'', declara. Cuidar do gado e da concessionária não é o bastante para ele. ''Eu ainda vou montar uma outra fábrica no setor de metalurgia, que eu gosto muito'', garante.
Nascido em Pirapó, distrito de Apucarana, João Noma começou a trabalhar aos 9 anos, ''vendendo cachaça no secos e molhados'' do pai. Estudou só até o quarto ano do ensino fundamental. Mudou-se para Maringá em 1958, onde em 1967 abriu a Noma - ainda uma oficina de torno e solda.
Em 1970, passou a colocar terceiros-eixos nos caminhões. E construiu a primeira carreta em 1980. ''O primeiro implemento foi vendido para um cliente do Mato Grosso, que sumiu no mundo e nunca apareceu para pagar'', recorda o filho. ''Para muita gente, isso seria motivo para desistir do negócio. Mas, meu pai, não. Aí é que ele quis trabalhar mais para compensar o prejuízo'', afirma Marcos Noma. (N.B.)





