Sotheby's vai vender imóveis de US$ 1 milhão no Brasil
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quarta-feira, 29 de novembro de 2006
Folhapress 
São Paulo - ''Mais do que uma casa, uma obra de arte.'' Uma das mais tradicionais casas de leilões do mundo, a americana Sotheby's descreve dessa maneira o objeto da venda, que personifica sua chegada ao Brasil: uma casa na praia de Itacimirim, a cerca de 50 km de Salvador, avaliada por US$ 1,1 milhão (ou R$ R$ 2,41 milhões) pela instituição.
Desembarque, na verdade, de seu ''braço'' voltado para empreendimentos imobiliários de altíssimo padrão, a Sotheby's International Realty. O valor médio de suas vendas no ramo alcança US$ 1,4 milhão. ''Ao analisarmos o mercado globalmente, vemos que existem oportunidades crescentes no Brasil. E o país preenche nossos requisitos de qualidade e serviços'', diz Peter Turtzo, vice-presidente internacional da unidade, em discurso tão comumente proferido por investidores que aportam no país.
Ilhabela, Angra dos Reis e Búzios estão entre os destinos cobiçados pelos profissionais da Sotheby's, além de capitais do Nordeste como Salvador, Recife e Fortaleza. ''São cidades que têm um número maior de vôos diretos com a Europa e os EUA do que há alguns anos'', diz Marco Aurélio Galvão, diretor do recém-inaugurado escritório da divisão em São Paulo.
Entre os clientes-alvo, brasileiros interessados em imóveis locais ou no exterior e estrangeiros que queiram desembarcar no país. Tarefa que parece não preocupar Turtzo. ''Os valores podem mudar, mas o perfil de quem compra (os imóveis de luxo) é o mesmo em Paris ou em São Paulo. Por exemplo, 71% jogam golfe. São pessoas que procuram estilo de vida, conforto, sem pressa para concretizar uma venda, seja qual for o preço'', diz.


