Sorveteiros se preparam para o verão
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
Gisele Mendonça<br> Reportagem Local 
Empresários aproveitaram a 2 Feira Industrial de Produtos para Sorvete do Paraná (Fipspar) para conhecer as novidades do setor e adquirir produtos pensando no próximo verão. A feira, que terminou ontem em Londrina, reuniu durante dois dias, no Aruanã Eventos, Zona Oeste, vinte e duas empresas que mostraram máquinas, equipamentos e produtos para a produção e venda de sorvete. Segundo a organização, deve ser confirmada a expectativa de comercialização em torno de R$ 800 mil, durante e após o evento. Cerca de 450 pessoas do Paraná e dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul visitaram a feira.
''O número de visitantes não foi tão alto quanto esperávamos, mas ficamos bem satisfeitos porque quem foi à feira estava realmente interessado em comprar e saber das novidades'', avalia o organizador Josué Vieira da Silva, que já planeja a próxima edição. A idéia, segundo ele, é que a 3 Fipspar aconteça novamente durante dois dias, mas com abertura às 13 horas e não às 8 horas. ''Percebemos que o movimento de manhã não é tão expressivo''.
Segundo Silva, entre os equipamentos que mais despertaram interesse na feira estão os freezeres, as máquinas produtora e embaladora de sorvete e o leite modificado. Mauro Cesar Basquini, proprietário da Skioba Sorvetes, de Arapongas, comprou uma embaladora de picolé pelo preço de R$ 27 mil.
''Já temos outras máquinas, mas esta me interessou porque tem corte personalizado em foto célula e capacidade para embalar sete mil picolés por hora'', afirma Basquini. Ele diz que a temporada do sorvete começa em agosto e vai até abril. ''Apostamos num bom verão e temos que nos preparar'', afirma. Aberta há 26 anos, a Skioba atende o mercado do Norte do Paraná com uma produção mensal de 200 mil picolés e 70 mil litros de massa. Há poucos meses, investiu R$ 250 mil na maior loja da rede, no Centro de Londrina.
Para os expositores, a feira também é uma boa oportunidade para conquistar novos clientes. ''É um bom intercâmbio para divulgarmos nossos produtos'', diz Cesar Tonheiro, da Ataforma, de Guarulhos São Paulo. A empresa trouxe para a feira vários produtos, com destaque para as formas de picolés na linha ''kids''. A empresa atende o mercado interno e exporta para 40 países de diversos continentes, tendo como líderes o México e os Estados Unidos.
''O interessante de exportar é que sempre estamos nos reciclando para atender as exigências dos diferentes mercados'', diz Tonheiro. Ele informa, por exemplo, que no México e nos Estados Unidos a forma básica de picolé é de 100 ml para cima, enquanto no Brasil fica entre 60 e 70 ml. O empresário revela que são os mexicanos que determinam o perfil do sorvete artesanal consumido pelos norte-americanos.


