Sorte e ousadia, ingredientes do sucesso no setor
Neudi Mosconi, que se formou em filosofia por uma questão de opção pessoal, mas que pretende retornar à escola no ano que vem para fazer um curso de administração e agronegócios, provavelmente na PUC, diz que a agricultura é uma atividade econômica como qualquer outra. Por isso, a presença de aventureiros na atividade está no fim. É preciso ser profissional, para se dar bem, pois é necessário planejar tudo, em consonância com o que o mercado quer, recomenda. Quanto à rentabilidade, por conta dos próprios resultados, diz que fora a especulação financeira, não há outra atividade que dá mais dinheiro que a lavoura.
Entre os ingredientes para o sucesso, além da eficiência que implica nos ganhos de produtividade, redução de custos e aumento da margem de ganho, Neudi Mosconi aponta a sorte como um item importante. É preciso estar na hora e nos lugar certos. E isso é sorte. Foi o que aconteceu comigo, diz. A ousadia também não pode faltar. E ousadia deve ser entendida como a busca de novas alternativas de renda para a propriedade, com os riscos que elas implicam, acrescenta.
Por exemplo, para melhorar o rendimento das lavouras de inverno - entre as quais se sobressai o trigo, que não tem sido atividade interessante por causa do alto risco e das frustrações dos últimos anos -, ele diz que é preciso experimentar outras culturas, como painço, gergelim, alpiste, aveia branca. Ao lado disso, é preciso abrir novos mercados, incluindo o externo.





