Paris - Um tribunal da França considerou o megainvestidor George Soros culpado de ''inside trading'' (lucrar com informação privilegiada), multando-o em 2,2 milhões de euros (US$ 2,26 milhões).
A multa representa o mesmo montante que o bilionário norte-americano, nascido na Hungria, foi acusado de ter obtido com a compra de ações do Banco Société Générale por meio de informações privilegiadas há 14 anos. A cifra ficou de acordo com o que os promotores haviam solicitado.
Soros, 72 anos, presidente do Soros Fund Management, nega que tenha atuado com base em informação privilegiada. Ele não compareceu ao tribunal ontem. Mas já havia dito que estava comprando ações de muitas empresas e não tinha razões para não incluir as do banco. Ele alega que vendeu as ações em seguida porque achava que a tentativa de aquisição tinha motivos políticos e não beneficiaria a empresa. Soros teria sido o primeiro norte-americano a ganhar US$ 1 bilhão num único ano.
O Société Générale foi privatizado em 1987. Um ano depois, o preço de suas ações subiu durante uma fracassada oferta de compra. Soros foi acusado de ter recebido informação privilegiada antes que a oferta empurrasse os preços das ações para cima.
O advogado de defesa de Soros, Bernard du Granrut, disse que o tribunal ''não tomou conhecimento dos elementos essenciais que apresentamos''. E comentou que consultará Soros sobre a possibilidade de recorrer da sentença.
Nascido em Budapeste, Hungria, em 1930, Soros emigrou para os EUA em 1956 e tornou-se cidadão norte-americano cinco anos depois. Ele fez sua fortuna administrando fundos de investimento. A revista Forbes o classificou como a 37 pessoa mais rica do mundo, com fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões.

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