Soros afirma que o Brasil vai bem, mas 2001 'será incerto'
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terça-feira, 30 de janeiro de 2001
Agência Estado De Davos 
O megainvestidor George Soros disse ontem, em Davos, que a economia brasileira vai bem e há uma situação favorável:As perspectivas são promissoras. Afirmou também que a situação na Argentina é bem melhor do que há um mês. Para ele, o desaquecimento da economia americana vai ter um efeito na região, mas nada que deva causar muita preocupação.
De acordo com Soros, é provável que a economia americana já esteja vivendo uma recessão. O megainvestidor disse estar muito preocupado com o sistema financeiro mundial. A economia mundial foi muito debilitada após as crises do final da década passada e ainda não se recuperou, o sistema bancário em países como Coréia, Tailândia, Indonésia, isso sem falar no Japão, é muito precário. E poderemos ter outras tempestades vindo por ai. Estou muito preocupado com o fluxo de capitais, afirmou.
Questionado sobre o que acha sobre os cortes nos juros americanos, Soros disse que não sabe e que nem eles sabem: Mas o importante é que o FED já mostrou que fará o que for necessário para estabilizar a situação. Acho que o FED tende a não medir esforços para ajustar a economia,explicou. Soros disse ainda que o desaquecimento na economia européia será menor do que a dos Estados Unidos.
O investidor tomou a iniciativa, durante a entrevista coletiva do Fórum Econômico Mundial de comentar sua participação na teleconferência entre Davos e Porto Alegre, ontem. Foi uma experiência interessante, mas mostrou que não é muito fácil iniciar um diálogo, disse. Afirmou ainda que não pretende participar de eventos semelhantes no futuro. Eu não sou masoquista, diz. Apesar de não concordar com os métodos dos ativistas contra a globalização, reconhece que eles estão levantando pontos importantes.
Perguntado se o Fórum Social Mundial, de Porto Alegre, era um evento legítimo, Soros evitou responder, mas disse que reconhece que há um movimento mundial que contesta os efeitos da globalização. O fato de que há mais pessoas em Porto Alegre do que em Davos, é uma prova de que estes movimentos estão encontrando apoio em várias partes do mundo.


