Sonhar faz parte da independência financeira
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Fernanda MazziniReportagem Local 
A independência financeira pode estar amparada em quatro pilares: diagnóstico, sonho, orçamento e poupança. O crescente número de endividados e de trabalhadores que vivem constantemente ''no vermelho'' pode ter relação direta com a falta de planejamento e de noções sobre como administrar o dinheiro. ''Nossos avós não ensinaram nossos pais e nossos pais não nos ensinaram a gestão do dinheiro. Também não aprendemos na escola e, por isso, muitas pessoas não sabem como trabalhar com o dinheiro'', observa o consultor Reinaldo Domingos.
Durante este mês Domingos lançou o livro ''Terapia Financeira - quebre o ciclo das gerações endividadas e construa sua independência financeira''. O livro é baseado na metodologia DiSOP, criada por ele, que consiste na adoção das quatro medidas (diagnóstico, sonho, orçamento e poupança) para a administração correta do dinheiro. Ele acrescenta que o Brasil não é um País de poupadores e que as pessoas não têm hábito de economizar para conquistar seus objetivos. ''Quem compra à vista compra com desconto. O ideal é que todos consigam guardar entre 10% e 20% dos seus rendimentos, mas as prioridades devem ser estabelecidas'', ensina.
Se isso não for feito, os poupadores perdem o estímulo em continuar guardando o dinheiro. O primeiro passo, portanto, para conquistar a independência financeira é fazer o diagnóstico da saúde financeira. Em seguida, devem ser definidos os sonhos a curto, médio e longo prazo. ''As pessoas não devem pagar juros, as compras devem ser pagas à vista porque, desta forma, sempre têm um desconto. Quem poupa ganha os juros (que deixou de pagar) e fica sem dívidas'', observa Domingos. Já os sonhos são os fatores mais importantes, na avaliação do consultor.
''A pessoa tem que estabelecer seus desejos, definir quando deseja conquistá-lo para calcular quanto deve guardar por mês'', observa o consultor. Neste quesito entra a poupança. Ele ensina que os gastos mensais não devem ultrapassar 80% do salário. ''O sonho é mais importante que o consumo. O dinheiro é um meio para que as pessoas vivam bem, elas têm que sair do ciclo de gerações endividadas'', diz.


