Sonegação fiscal pode chegar aos R$ 300 mi
Curitiba - O Gaeco não informou os nomes das pessoas presas, mas a operação teve o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão. No Paraná, o trabalho abrange as cidades de Curitiba, Araucária, Campo Largo, Maringá, Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa, Umuarama, Engenheiro Beltrão, Campo Mourão e Ibiporã. Também não foi divulgado quantas pessoas foram presas em cada cidade.
Leonir Batisti, coordenador estadual do Gaeco, disse que foram descobertas na operação muitas ''distribuidoras de papel'' que não tinham estrutura nenhuma. Segundo ele, foram identificadas várias situações: venda sem nota fiscal, realização de mais de uma viagem com a mesma carga sem pagamento de impostos, declaração de pagamento de tributos sem efetivar realmente, entre outros casos.
''Hoje é apenas o primeiro passo'', disse o presidente do Sindicombustíveis-PR, Roberto Fregonese. Para ele, agora o Estado identificou ''quem é quem no mercado de combustíveis''. O sindicalista disse que esse esquema leva a uma sonegação fiscal de cerca de R$ 300 milhões a cada ano. Caso fossem considerados nesta conta as usinas e distribuidoras de álcool, este valor subiria para R$ 724 milhões anuais. Ele destacou que a rotatividade no setor ultrapassa os 30% ao ano. Hoje, são 2.700 postos no Paraná. (A.B.)





