Sondagem da CNI revela recuperação da indústria
Agência Estado
de São Paulo
O presidente da Confe deração Nacional das Indústrias (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, afirmou ontem que os números apresentados na Sondagem Industrial, pesquisa realizada pela Unidade de Política Econômica da entidade, não são auspiciosos, mas indicam uma melhora da atividade do setor. Moreira Ferreira insiste que os empresários consultados mantêm expectativas positivas para o segundo semestre.
De acordo com os números apresentados, 53% dos grandes industriais entrevistados afirmaram que estão otimistas em relação à evolução da economia brasileira no segundo semestre deste ano. Dos pequenos e médios empresários ouvidos, 44% disseram acreditar na evolução da economia nos próximos seis meses. A pesquisa foi feita entre empresários de 957 pequenas e médias indústrias e 174 grandes empresas de 19 Estados.
O presidente da CNI voltou a insistir que acredita que a reforma tributária será aprovada ainda neste semestre. Para Moreira Ferreira, a Comissão que vem tratando do assunto deve votar o projeto até o final deste mês e a Câmara dos Deputados, por sua vez, deve votar o projeto até setembro. Apesar dos industriais consultados pela pesquisa de Sondagem Industrial da entidade terem apontado a carga tributária como um dos principais problemas enfrentados no segundo trimestre deste ano, Moreira Ferreira ressaltou que mesmo com a aprovação da reforma, a carga tributária não será reduzida.
Outra pesquisa junto a empresários brasileiros, a Sondagem das Expectativas Empresariais, realizada pela Pricewaterhouse & Coopers, entre 16 e 23 de julho, confirma a expectativa otimista do setor. As empresas brasileiras estão mais otimistas em relação ao comportamento das vendas, dos investimentos, da inflação e do nível de emprego no segundo semestre. A consultoria reuniu informações fornecidas por 100 das 500 maiores empresas privadas do País, quase metade com faturamento entre US$ 200 milhões e US$ 500 milhões. Para o período de agosto a dezembro, 44% das empresas estimam aumentos acima de 5% nas vendas. Apenas 5% acreditam em queda de mais de 10%.





