São Paulo - A 20 Sondagem Nacional da Indústria da Construção Civil, elaborada pela GVConsult, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), aponta que o desempenho das empresas do setor melhorou entre maio e agosto. No mês passado, o crescimento entre as 328 empresas consultadas foi de 1,8% na comparação com maio. Em relação ao mesmo período do ano passado, considerado o pior resultado desde o início da pesquisa, em 1999, a melhora no desempenho foi de 8,3%.
A análise do resultado por região revela a disseminação do crescimento do indicador de desempenho. Os destaques ficaram por conta das regiões Nordeste e Centro-Oeste, nas quais os empresários indicaram crescimento de 12,7% e 31%, respectivamente, na comparação com a sondagem realizada em maio.
As empresas da construção paulista, por sua vez, apresentaram desempenho inferior à média nacional - aumento de 0,41% em comparação à pesquisa de maio. Na sondagem de agosto, os empresários de São Paulo se mostraram mais pessimistas em relação à evolução dos custos setoriais, porém otimistas quanto ao crescimento da economia.
De acordo com a sondagem, são claros os indícios de recuperação das atividades da construção, mas ainda em ritmo lento. Um dos aspectos destacados pela GVconsult, e que influencia o resultado da pesquisa de agosto, é a ausência de recursos para financiar a produção no primeiro semestre. A escassez de recursos, segundo a pesquisa, se refletiu principalmente no indicador de dificuldades financeiras, que na opinião dos empresários aumentaram em relação a maio.
O ânimo dos empresários em relação ao futuro também mudou entre maio e agosto. Na sondagem realizada no mês passado, os construtores mantiveram a atitude verificada em maio, de ceticismo quanto às perspectivas para o setor. No entanto, as perspectivas de crescimento da economia cresceram 35% na segunda pesquisa. Para a GVconsult, essa diferença de humor reflete as perspectivas de curto prazo, uma vez que ''os empresários estão pensando nos próximos três meses, quando os ritmos de crescimento da construção e de outros setores ainda devem mostrar-se diferenciados''. Essa discrepância deve desaparecer nas próximas sondagens, segundo a consultoria.
A sondagem apurou ainda a piora nas expectativas em relação aos custos setoriais, influenciada principalmente pelos reajustes consecutivos dos preços de algumas commodities, entre as quais o aço, e à inflação. Em relação ao desempenho da empresa, os construtores da Região Sudeste mostraram-se mais otimistas e contribuíram para manter os números finais estáveis, uma vez que as expectativas se deterioraram entre os empresários da Região Nordeste.

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