O grupo empresarial Sonae Sierra, com sede em Portugal, será o responsável pela administração do shopping que deverá ser construído no Complexo Marco Zero, zona leste de Londrina, no terreno da antiga Anderson Clayton. O empreendimento vai consumir investimentos na ordem de R$ 140 milhões e tem prazo para ser entregue em abril de 2009. O anúncio foi feito pelo empresário Raul Fulgêncio, um dos empreendedores do complexo, que esteve na FOLHA.
Ao total, o Complexo Marco Zero envolverá recursos que ultrapassam os R$ 360 milhões. Além do shopping - ainda sem nome definido - o local englobará o Teatro Municipal (cuja construção está sob a responsabilidade da Prefeitura Municipal), a área de mata nativa do Marco Zero e mais empreendimentos comerciais, como um hotel e um centro de convenções. ''Londrina vai ganhar um bairro de excelência, como já existem em outros países. Estamos viabilizando um centro que reunirá comércio e lazer'', afirmou Fulgêncio.
O shopping, segundo ele, vai contar com uma área construída de 80 mil metros quadrados, espaço para cerca de 200 lojas (entre elas sete âncoras) e 2,5 mil vagas no estacionamento, praça de alimentação e 12 salas de cinema. O local será dividido em três pisos, sendo um deles subterrâneo - destinado para o estacionamento - distribuídos em um espaço, cuja arquitetura, privilegiará a iluminação natural e o verde, pois usará muito vidro. ''O shopping será uma das âncoras de um empreendimento chamado Marco Zero. Possui características próprias e faz parte de um contexto empresarial'', ressaltou. A maquete do shopping e os nomes das lojas âncoras deverão ser apresentados dentro de 60 dias.
Conforme o empresário londrinense, a definição de que o grupo Sonae seria o responsável pela administração do shopping aconteceu há poucos dias e só pode ser confirmada na sexta-feira. Fulgêncio lembrou que, desde que o grupo de empresários de Londrina, batizado de Marco Zero, decidiu comprar a área da antiga Anderson Clayton e começou a pensar em empreendimentos para o local, quatro grupos empresarias (nacionais e internacionais) estavam interessados em administrar o shopping. ''Saímos prospectando e percebemos que o mercado de shopping está em expansão'', observou ele.
Segundo o empresário, havia um grande interesse por parte dos investidores porque Londrina é um mercado promissor. ''Já existe na cidade a cultura de fazer compras em shopping'', acrescentou Fulgêncio, gestor do grupo. Ele ainda reforçou que os investidores estrangeiros estão muito confiantes em relação ao comércio da cidade. O Sonae será responsável por construir e administrar o local. Na permuta do terreno, o grupo português ficou com 80% das cotas do shopping e o grupo de empresários londrinense com 20%.
A idéia dos empreendedores é que o local seja um ponto de compras regional e referência nacional, principalmente pela arquitetura e pela inovação de todo o complexo. No conjunto, o espaço total ocupa uma área com aproximadamente 250 mil metros quadrados: o espaço do boulevard, 80 mil do terreno do shopping, 20 mil do Teatro Municipal, 39 mil do Marco Zero - esses dois últimos terrenos foram doados para a Prefeitura Municipal - e quase 90 mil, sem projetos definidos.

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