O presidente do grupo português Sonae Distribuição do Brasil, José Baeta Tomás, afirmou ontem que está fora dos planos da empresa comprar novas redes de supermercados no País, pelo menos até o final deste ano. Os investimentos ficarão restritos à conclusão e inauguração de algumas lojas em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Com um investimento de R$ 16 milhões, a Sonae inaugurou ontem mais uma loja Mercadorama no bairro do Xaxim, em Curitiba, encerrando a fase de expansão física, por alguns meses. A intenção da empresa é se consolidar como marca e promover relações comercias entre fornecedores brasileiros e portugueses.
Tomás disse que são falsas as informações de que a Sonae estaria negociando a compra da rede de supermerados Muffato, uma das maiores na região norte do Estado, e também da rede Angeloni de Joinville (SC). ‘‘Consolidamos nossos negócios. Já compramos o que tínhamos de comprar e, além do mais, os recursos financeiros são limitados’’, afirmou.
A Sonae tem hoje 150 lojas das bandeiras BIG, Real, Cândia, Exxtra Econômico, Mercadorama, Coletão e Nacional, esperando chegar a 153, até o final do ano, no País. Com a aquisição da rede curitibana Coletão, o grupo ficou com 31 supermercados, no Estado. A súbita ampliação dos negócios no Paraná e em toda a região Sul levou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a investigar a empresa por formação de monopólio.
As leis do Cade impedem que um mesmo grupo empresarial detenha mais de 50% do mercado consumidor. Ainda não há um levantamento oficial que indique a participação da Sonae no Paraná, mas suspeita-se que a empresa tenha ultrapassado este limite, ao comprar o Coletão. A diretoria da Sonae prefere não falar muito sobre este assunto. ‘‘Encaminhamos todas as informações ao Cade, mas quanto à nossa participação no mercado, nos baseamos nas pesquisas do IBGE’’, afirmou Tomás. A Sonae chegou a informar que detinha 24% das vendas em Curitiba.

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