Há 40 dias, a servente Rosa Alves, que recebe salário de R$ 200,00, vê a renda familiar engrossar em mais R$ 113,00 por mês, com os ganhos de seu filho Bruno, de 16 anos, que está trabalhando como contínuo na Sanepar. Participante do programa Piá no Ofício, mantido pela Secretaria Municipal da Criança da Prefeitura de Curitiba, Bruno é um entre os 1,1 mil adolescentes entre 16 e 18 anos que participam do projeto e estão contratados em uma das 67 empresas que assinaram convênio com o Município.
O maior convênio para contratação desses jovens foi assinado ontem. A Sonae Distribuição Brasil S.A. admitiu 150 jovens para trabalharem como empacotadores nas lojas do Mercadorama. Os adolescentes terão carteira assinada, todas as garantias legais trabalhistas, jornada de quatro horas diárias e receberão um salário mínimo. Eles trabalharão em turnos diferenciados de horas em período diferenciado do horário escolar. A contratação é feita através da Fundação do Instituto Tecnológico Industrial (Fundacen), parceira da Prefeitura no programa Piá no Ofício.
‘‘Espero que muitos de vocês possam chegar à aposentadoria conosco’’, disse o presidente da Sonae no Brasil, José Manuel Baeta Tomás, lembrando que o atual presidente do grupo tem uma preocupação social grande, uma vez que ele também começou sua carreira de forma humilde. Na Sonae, segundo ele, os adolescentes terão oportunidade de se profissionalizarem, com cursos e treinamentos. Eles também poderão participar dos cursos profissionalizantes da Fundacen.
Para fazer parte do programa, os adolescentes devem pertencer a famílias cuja renda não ultrapasse o valor mensal de três salários mínimos. Outro pré-requisito é que os jovens estejam estudando. Toda contratação deve obedecer as normas da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) e o Estatuto da Criança e do Adolescente.

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