A Secretaria Estadual da Fazenda informou que o setor de combustíveis responde por 22,8% da arrecadação total de ICMS do Paraná, comunicações traz 14,6%, energia 14,2% e veículos 7,9%. Os quatro setores respondem por 59% da arrecadação total do tributo. Em 2005, o bolo total de ICMS arrecadado foi de R$ 8,8 bilhões. Em 2006, atingiu R$ 9,3 bilhões e, no ano passado, alcançou a cifra de R$ 10 bilhões.
''Quando há aumento de preço, as empresas já repassam para o consumidor. Quando é para cair os preços, essa queda demora e, normalmente, não chega integralmente para o consumidor. As empresas acabam se apropriando em forma de lucro'', disse o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva.
Ele considera as medidas de redução de carga tributária benéficas mas acredita que o governo teria que contar com mecanismos para pressionar os empresários para que houvesse o repasse para o consumidor final.
O presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, disse que é preciso tomar cuidado para que a mudança não gere ganho de arrecadação para o Estado. Ele avalia que a proposta poderia trazer consequências negativas se aumentasse mais o percentual em energia, comunicações e combustíveis do que reduzisse em alimentos, roupas e itens de higiene. Hoje o percentual de ICMS sobre combustíveis é de 26% e em telecomunicações e energia de 27%. (A.B.)

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