Curitiba - A TMT Motoco emprega agora apenas 24 trabalhadores das áreas financeira e administrativa continuarão na fábrica para manter a planta industrial durante o processo de recuperação judicial que deve acontecer em um prazo de 180 dias. Neste período, a empresa vai tomar a decisão se voltará a produzir ou se entregará a fábrica para os credores para sanar uma dívida de R$ 189 milhões.
Além dos funcionários diretos outros 1.200 indiretos também devem ser afetados pela decisão tomada pela TMT. Os trabalhadores que atuam diretamente na fábrica estavam em férias coletivas desde o dia 26 de março e deveriam retornar ao trabalho na próxima segunda-feira, caso a produção, que está paralisada, fosse retomada. No dia 4 de abril, a Justiça desbloqueou as contas da empresa. No dia 28 de março, o juiz da Vara Cível do Foro Regional de Campo Largo, Everton Luiz Penter Correa, deferiu o pedido da TMT para iniciar a recuperação judicial.
Antes de paralisar a produção, a TMT fabricava cerca de 130 mil motores por mês para cortadores de grama, pequenos tratores, implementos agrícolas, miniveículos e removedores de neve. A maior parte da produção era exportada para os Estados Unidos.
Com a autorização para iniciar o processo de recuperação judicial, ficam suspensas por 180 dias todas as ações e execuções por parte dos credores. A partir da decisão do juiz, a TMT tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação. A partir disso, os credores terão outros 30 dias para apresentar contestações ao plano. Caso haja alguma objeção por parte dos credores, o juiz convoca uma assembléia geral de credores para deliberar sobre o assunto, que deve acontecer, no máximo, 150 dias após o início da recuperação judicial. (A.B.)

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