Somar retira draga e deixa prejuízos
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quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A empresa Somar Serviços de Operações Marítimas Ltda, que foi contratada por R$ 15,5 milhões para fazer a dragagem emergencial do Canal da Galheta, de acesso ao Porto de Paranaguá, retirou às 17 horas de ontem o equipamento do porto. A medida foi tomada com base em uma liminar obtida junto à 2 Vara Cível de Paranaguá ontem à tarde.
O diretor comercial da Somar, Antonio Seabra, disse que ''a empresa não poderia esperar mais'' para iniciar os trabalhos em Paranaguá. A dragagem está suspensa pela Justiça e já foi objeto de várias ações e recursos judiciais. A Marinha impediu a realização do serviço por questões como área inadequada para o despejo dos sedimentos da dragagem, problemas com licença ambiental e com segurança da navegação.
Seabra disse que a empresa ainda não conseguiu chegar a um acordo com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) para receber o valor devido pelos dias parados no porto. A draga está em Paranaguá desde o dia 29 de agosto e só operou dois dias. O custo por hora parada é de R$ 7 mil, o que daria uma dívida de aproximadamente R$ 8 milhões. A draga agora já segue em direção ao Porto de Aratu, na Bahia, no qual já há um contrato entre a Somar e o porto baiano para a realização de dragagem.
A última tentativa da Appa para liberar a dragagem foi um agravo regimental no Tribunal Regional Federal da 2 Região no Rio de Janeiro (TRF-2). Mas, o desembargador Paulo Espírito Santo do TRF-2 não reconsiderou a sua posição de impedir a realização do serviço.


