A Solvay pretende investir US$ 25 milhões na construção de uma fábrica em Curitiba para produção de clorato de sódio, substância usada no branqueamento de papel e celulose, mas para sair da gaveta, o projeto depende de contrato de fornecimento de energia da Copel. Quem explica é o diretor-presidente da multinacional, Jean Pierre Lapage. ‘‘Como a eletricidade representa 40% de nossos custos, precisamos garantir o abastecimento a preços competitivos por pelo menos 10 anos’’, explica o executivo. Na sua opinião, o contrato, ainda em negociação, tem 80% de chances de ser fechado. ‘‘A decisão deve sair até agosto’’, acrescenta. Se resolvido o impasse, a fábrica ficará pronta no primeiro semestre de 2001.
Caso confirmado o empreendimento, a unidade será construída nos arredores da fábrica da Peróxidos, empresa da Solvay para produção de peróxido de hidrogênio, outro insumo para a indústria de papel e celulose. ‘‘Queremos aproveitar nossa equipe para vender os dois produtos’’, diz Lapage.
A meta do executivo é destinar parte da produção da nova fábrica, de 30 mil toneladas, à exportação para Argentina, África e talvez também Europa. A decisão tem motivo: o mercado brasileiro de clorato de sódio, de 80 mil toneladas anuais, não tem demanda para toda a oferta que será criada pela Solvay. ‘‘No começo, mais da metade da produção será exportada’’, diz Lapage. Mas pondera: ‘‘Com o tempo, as vendas para o mercado externo vão diminuir, já que a demanda interna deve aumentar’’. Para o raciocínio, ele aposta num crescimento anual de 5% a 6% para o setor de papel e celulose a partir do ano que vem.
Também em Curitiba, a Solvay está construindo, numa joint venture com a francesa Plastic Omnium, uma fábrica para produção de conjuntos de tanques de combustíveis e mangueiras. O principal cliente será a Renault. Com inauguração prevista para o segundo semestre, o empreendimento exigiu investimentos de US$ 10 milhões, dividido meio a meio entre os dois sócios.

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